Exército da Nigéria confirma resgate de menina raptada há 2 anos em Chibok

Lagos, 18 mai (EFE).- O Exército da Nigéria confirmou nesta quarta-feira o resgate de uma das mais de 200 meninas sequestradas em Chibok pelo grupo jihadista Boko Haram há mais de dois anos, depois dela ter sido encontrada, junto ao sua filha e marido, suposto integrante da seita radical islâmica.

As tropas nigerianas resgataram Amina Ali en Balee em parceria com um grupo de vigilância civil. Ela estava em uma cidade perto da floresta de Sambisa, que serve como esconderijo dos insurgentes no norte do país, informou o porta-voz militar Sani Usman em nota.

Amina foi encontrada junto com sua filha de quatro meses e um suposto membro do Boko Haram, identificado como Mohammed Hayatu, que ela "garantiu ser seu marido", disse Usman.

Posteriormente, por volta das 2h30 locais de quinta-feira (10h30 de quarta-feira em Brasília) eles foram levados ao quartel da cidade de Damboa. "As investigações preliminares apontam que se trata de uma das meninas sequestradas na escola de Chibok pelos terroristas do Boko Haram", acrescentou o porta-voz militar.

Mais tarde, Amina, sua filha e o suposto terrorista foram levados para Maiduguri, capital do estado de Borno, para passarem por exames médicos e serem interrogados.

A jovem, de 19 anos, declarou que seis das meninas sequestradas com ela em Chibok morreram e que as demais seguem na floresta de Sambisa, segundo fontes locais e ativistas citados pela imprensa.

Amina é uma das 276 meninas que foram raptadas durante a madrugada de 14 de abril de 2014, quando dormiam na escola de Chibok como represália por assistir às aulas, já que o Boko Haram considera que ser educado fora das escolas muçulmanas é uma traição aos valores do Islã.

Atualmente, depois de algumas terem escapado e várias informações falsas sobre resgates, 218 meninas ainda estão em cativeiro.

Organizações internacionais calculam que o Boko Haram tem em seu poder milhares de mulheres e meninas, mas dos sequestros ganhou tanta repercussão como as de Chibok, transformadas em um símbolo pela campanha em redes sociais de personalidades famosas.

Boko Haram, cujo nome costuma ser traduzido como "a educação não islâmica é pecado", luta por impor um Estado islâmico no nordeste Nigéria através de uma campanha de terror, e um de seus principais objetivos é o sistema educacional.

Nos mais de seis anos que de conflito, o grupo assassinou mais de 12 mil pessoas, segundo estimativas governamentais - embora outras fontes situem este número em mais do dobro -, e obrigaram mais de 2,5 milhões de pessoas a fugir de suas casas.

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