Itália quer construir centros de identificação de refugiados em alto-mar

Roma, 18 mai (EFE).- O ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, expressou nesta quarta sua disponibilidade a abrir novos centros de identificação de refugiados no país e propôs que alguns destes pontos possam ser flutuantes e ficar em alto-mar.

"Há uma disponibilidade absoluta por nossa parte de abrir novos 'hotspot' (centros de identificação), porque também nos convém e decidiremos isso com base nas demandas", afirmou Alfano durante um ato em Roma no qual fez um balanço de sua gestão.

O ministro afirmou que propôs à União Europeia a criação de centros de identificação "flutuantes" e que a Comissão Europeia "deu um parecer substancialmente favorável", apesar de ter ressaltado "alguns pontos críticos" que serão avaliados.

"O sistema dos centros de registro flutuantes permitirá realizar operações de identificação diretamente a bordo, sem que ninguém escape, e neste mecanismo poderão participar os atores humanitários e a agência europeia de controle da fronteira exterior (Frontex)", detalhou.

Deste modo, segundo ressaltou o ministro, se poderá estabelecer um sistema de repatriação de imigrantes "ainda mais eficaz".

Esta proposta, segundo lembraram hoje os veículos de comunicação italianos, não é nova já que Alfano já a propôs no último dia 27 de abril ao comissário europeu para a Migração e Interior, Dimitris Avramopoulos.

A ideia consiste em poder registrar as impressões digitais e os dados dos imigrantes e solicitantes de asilo que sejam socorridos em sua viagem por mar rumo à Europa após os trabalhos de resgate, ao invés de fazê-lo nos centros instalados em terra.

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