Maduro diz que decretará "estado de comoção" se constatar "fatos golpistas"

Caracas, 18 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta quarta-feira que poderia decretar um "estado de comoção interna se forem registrados fatos de golpismo" e reiterou que há "ameaças graves" sobre a paz do país.

O estado de comoção interna, um "terceiro nível" dentro do estado de exceção e emergência econômica que decretou na sexta-feira passada, é "um recurso que tenho como chefe de Estado se constatar fatos de golpismo", disse Maduro em uma transmissão obrigatória de rádio e televisão.

"Não duvidarei para decretá-lo se for necessário (...) tomara que não seja", completou.

Anteriormente, em um ato oficial, o presidente venezuelano havia dito que, segundo a Constituição, o estado de exceção e emergência econômica que foi rejeitado ontem pelo parlamento de maioria opositora pode ser aplicado em "circunstâncias econômicas extraordinárias que afetem gravemente a vida econômica da nação".

"Eu acredito que aqui ninguém duvida (...) que estamos em uma situação excepcional que exige ações excepcionais (...) para poder proteger a paz do país", destacou, acrescentando que o decreto lhe "dá liberdade para proteger o povo, a soberania e a integridade territorial".

Na opinião do chefe de Estado, a Assembleia Nacional (AN) "veio mentindo sobre o novo decreto" e os veículos de comunicação expõem falsidades ao assinalá-lo como ditador.

Por isso pediu aos ministros que expliquem o decreto que dá ao Executivo, entre outras questões, as faculdades de ditar as medidas que considere pertinentes em aspectos políticos, econômicos e sociais.

"Essa Assembleia deveria colocar-se a serviço para ajudar à produção econômica", comentou, lamentando que, ao invés de contribuir no complicado cenário venezuelano, fomenta a especulação.

Na terça-feira passada, Maduro já havia declarado que o parlamento "perdeu vigência política" e que "é questão de tempo para que desapareça".

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