Oposição cobra rapidez de Conselho Eleitoral sobre referendo contra Maduro

Caracas, 18 mai (EFE).- A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) entregou nesta quarta-feira uma petição ao responsável pela Justiça Eleitoral da Venezuela para que ele acelere o processo para ativar o referendo que pode revogar o mandato do presidente do país, Nicolás Maduro.

O duas vezes candidato à presidência Henrique Capriles e o presidente do parlamento, Henry Ramos Allup, entregaram a Luis Emilio Rondón o documento no qual pedem para que ele estabeleça as etapas necessárias para validar as assinaturas, entregues no último dia 2 à Justiça Eleitoral, para dar início ao referendo.

A entrega foi realizada no centro de Caracas. Os líderes oposicionistas estavam acompanhados de centenas de pessoas, que atenderam a convocação de um protesto para pressionar o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para acelerar o processo.

O documento entregue às autoridades exige "o respeito à Constituição", ao afirmar que é um direito dos cidadãos solicitar um referendo sobre o mandato de Maduro, algo que, segundo a oposição, está sendo impedido pelo CNE. Além disso, ele pede o "cumprimento do regulamento" quanto à rapidez dos prazos estabelecidos.

Os manifestantes não puderam avançar até a sede do CNE, que fica a seis quilômetros do início da manifestação. A polícia montou um cordão de isolamento que impedia a passagem dos opositores. Quando alguns deles tentavam furar o cerco, os agentes responderam com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

"Nós estamos pedido que eles determinem os pontos de validação. Nós não temos medo de verificar nem validar nossas assinaturas. O povo quer validar suas assinaturas para poder dar sequência ao procedimento revogatório", disse Capriles ao entregar o documento a Rondón, o único dos cinco membros do CNE que apoiou as exigências.

Capriles, no entanto, pediu que após a entrega do documento, que os manifestantes encerrassem o processo. No entanto, dezenas de pessoas decidiram prosseguir com o movimento. "Nós não estamos mobilizando para brigar com alguém. Nós estamos nos mobilizando para defender os direitos dos venezuelanos", disse.

A MUD reiterou hoje que é possível realizar o referendo esse ano, respondendo às declarações de porta-vozes do governo, que destacaram que já não há mais tempo para encerrar o processo em 2016.

Caso o referendo não ocorra até dezembro, Maduro cederia o poder ao seu vice, em vez de convocar novas eleições, como deseja a oposição.

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