Ataque do EI com carro-bomba mata 5 soldados do governo líbio

Trípoli, 19 mai (EFE).- Pelo menos cinco soldados da força ligada ao chamado governo de unidade que se prepara para entrar na cidade de Sirte morreram nesta quinta-feira em combates contra comandos do braço líbio de grupo jihadista Estado Islâmico, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

Segundo seu relato, as vítimas morreram após a explosão de um carro-bomba colocado pelos fanáticos em uma área conhecida como "a porta 50", ao oeste de Sirte, no meio de intensos ataques de artilharia das forças do governo de unidade.

A ofensiva, apoiada por aviões de combate, permitiu a estas forças recuperar parte do terreno perdido na região de Buerat e avançar de novo rumo a Sirte, bastião dos fanáticos na bacia do Mediterrâneo, acrescentou.

O denominado governo de unidade líbio anunciou no final de abril que prepara uma ofensiva para libertar Sirte, sob controle jihadista desde junho de 2015, e instou todas as forças do país a deixar de lado suas diferenças e somar-se à mesma sem buscar benefícios políticos próprios.

No entanto, a recente decisão do antigo governo rebelde em Trípoli de estabelecer seu próprio centro de comando militar adicionou mais confusão à eventual ofensiva, da qual não se conhecem detalhes e que ninguém sabe quando pode começar.

Com o anúncio do gabinete liderado por Jalifa Ghwell são agora três os "centros de operações" que se preparam sem coordenação para o suposto resgate da cidade, da qual milhares de civis fugiram nos últimos dias.

Além das tropas sob o comando da antiga autoridade em Trípoli, considerada rebelde pela comunidade internacional, às portas da cidade operam os centros de comando dirigidos pelo próprio governo de unidade e pelo general Khalifa Hafter, chefe do exército regular ligado ao parlamento em Tobruk.

Analistas advertem que a falta de coordenação e os interesses divergentes dos grupos, especialmente de Hafter, ameaçam fazer fracassar a ofensiva e abrir um novo episódio na atual guerra civil líbia.

A descoordenação também favorece os jihadistas, que já começaram a lançar ataques na frente oeste e a buscar aliados no leste, onde prometeram às tribos uma anistia geral caso se somem a sua causa.

Na semana passada, o braço de propaganda do braço líbio do EI assegurou que seu objetivo é celebrar nessa cidade o mês de jejum islâmico, o Ramadã, que começa no início de junho.

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