China diz que EUA mentiram sobre incidente com avião de reconhecimento

Pequim, 19 mai (EFE).- A China afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos não disseram a verdade sobre um recente incidente entre aviões de ambos os países e pediu ao governo americano que encerre os voos de reconhecimento perto do espaço aéreo chinês.

Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA informou ontem que dois aviões de combate chineses J-11 voaram de forma "não segura" perto de uma aeronave EP-3 que realizava uma missão de rotina no espaço aéreo internacional sobre o mar da China.

"O que os EUA disseram não é verdade. Nossos pilotos atuaram de forma profissional e segura", afirmou hoje o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei.

Hong explicou que um avião americano de reconhecimento realizava um voo de reconhecimento nas proximidades da ilha chinesa de Haian, sobre o mar da China, na última terça-feira, quando foi abordado. "Os dois aviões chineses seguiram e controlaram o americano como estabelece a lei", completou.

O porta-voz chinês ressaltou que esse tipo de voo é realizado com "frequência". Por isso, pediu ao governo americano que encerre as atividades, evitando assim a repetição de incidentes semelhantes.

Os encontros entre aviões de ambos os países têm um sério precedente em um acidente ocorrido no dia 1º de abril de 2001, quando um EP-3 equipado para a espionagem eletrônica colidiu em pleno voo com um caça J-8II chinês, também perto de Haian.

O avião chinês caiu no mar, e seu piloto nunca foi encontrado. Já a aeronave americana, seriamente danificada, foi forçada a realizar uma aterrissagem de urgência não autorizada em uma base militar de Haian.

Os 24 tripulantes americanos foram detidos durante dez dias até que os EUA enviaram uma carta oficial lamentando a morte do piloto e admitindo a entrada de seu avião no espaço aéreo da China.

Desde então, aeronaves americanas seguem realizando voos de reconhecimento na região, e os pilotos se queixam periodicamente de manobras agressivas por parte dos caças chineses.

Os voos ocorrem perto de Hainan, onde a China mantém uma importante base naval, especialmente de submarinos, e sobre as águas do mar da China, uma região que os chineses reivindicam soberania, mas que os EUA consideram como território internacional.

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