EUA aplicam sanções contra braços do EI na Líbia, Iêmen e Arábia Saudita

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Washington, 19 mai (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que sancionou os braços na Líbia, Iêmen e Arábia Saudita do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), em uma tentativa de conter o fluxo de recursos financeiros a essa organização terrorista à medida que estende sua presença além do Iraque e Síria.

O Departamento de Estado indicou em comunicado que designou como "organização terrorista estrangeira" o braço do EI na Líbia, o que impede que seus membros viajem para os EUA, congela os fundos que possam ter neste país e proíbe aos americanos proporcionar "apoio material" ou treino militar.

Além disso, declarou as filiais do EI na Líbia, Iêmen e Arábia Saudita como "terroristas globais especialmente designadas", o que "impõe sanções a estrangeiros que tenham cometido ou apresentem um risco de cometer atos de terrorismo que ameacem a segurança de americanos ou a segurança nacional" dos EUA.

Essa última designação congela todas as propriedades que esses grupos possam ter em bancos dos EUA, proíbe aos americanos fazer transações com essas organizações e pode resultar também em restrições de viagem, segundo o Departamento de Estado.

Os três braços afetadas pelas sanções surgiram oficialmente em novembro de 2014, quando o líder do EI, Abu Bakr al Bagdadi, "anunciou que tinha aceitado os juramentos de fidelidade de combatentes no Iêmen, Arábia Saudita e Líbia" e criava filiais nesses países, lembrou o comunicado americano.

Com este anúncio, o Departamento de Estado sanciou já oito galhos do EI, entre eles Boko Haram e as filiais da Argélia, Sinai, Khorasan (Afeganistão e Paquistão) e norte do Cáucaso.

O núcleo da organização terrorista está sujeito a sanções americanas desde 2004, quando ainda era Al Qaeda no Iraque.

Nos casos das filiais sancionadas hoje, a presença dos terroristas está restringida a certas localizações em cada país, mas mesmo assim todos eles lançaram "vários ataques mortais desde sua formação", indicou o Departamento de Estado.

No Iêmen, o EI reivindicou "dois atentados suicidas em março de 2015 contra duas mesquitas em Sana, que mataram mais de 120 pessoas e feriram mais de 300"; enquanto na Arábia Saudita e Kuwait, o ramo saudita dos jihadistas atacou várias "mesquitas xiitas" e deixou "mais de 50 mortos", aponta a nota.

Na Líbia, os ataques do EI incluíram "o sequestro e execução de 21 cristãos coptas egípcios, além de vários ataques dirigidos contra alvos tanto governamentais como civis que mataram a montões de pessoas", acrescenta.

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