Exército egípcio nega ter recebido mensagem de socorro de avião da Egyptair

Cairo, 19 mai (EFE).- As Forças Armadas do Egito afirmaram nesta quinta-feira que não receberam qualquer mensagem de socorro do avião da Egyptair, que desapareceu com 66 pessoas a bordo sobre o Mar Mediterrâneo, conforme havia anunciado pouco antes a companhia aérea.

O porta-voz militar, Mohammed Samir, garantiu em uma mensagem em seu perfil oficial do Facebook que "as Forças Armadas não receberam nenhuma mensagem de socorro do avião desaparecido".

A Egyptair tinha anunciado anteriormente em um comunicado que "obteve a informação sobre o recebimento de um sinal de socorro do equipamento de emergência do avião através dos serviços de busca e salvamento das Forças Armadas do Egito".

O Airbus A320, que fazia a rota entre Paris e a cidade do Cairo, desapareceu dos radares às 2h45 locais (21h45 de Brasília da quarta-feira), após entrar pouco mais de um quilômetro no espaço aéreo egípcio a uma altitude de aproximadamente 11 mil metros.

As Forças Armadas do Egito enviaram ao local em que o avião foi visto pela última vez, situado a cerca de 280 quilômetros do litoral do país, aviões e unidades marítimas para intensificar os trabalhos de busca.

No avião havia 56 passageiros, entre eles 30 egípcios e 15 franceses, além de sete tripulantes e três efetivos de segurança.

As causa do desaparecimento ainda estão sendo investigadas e os premiês francês, Manuel Valls, e egípcio, Sherif Ismail, afirmaram que "nenhuma hipótese pode ser descartada".

O ministro de Aviação Civil do Egito, Sharif Fathi, por sua vez, pediu que as pessoas evitem fazer conclusões precipitadas e ressaltou que se passaram poucas horas do ocorrido para se ter certeza de quais foram as causas.

Em entrevista a uma emissora de televisão egípcia, Fathi convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva às 13h30 locais (8h30 de Brasília) e acrescentou que vários quartos de hotéis foram disponibilizados para as famílias dos passageiros.

No dia 31 de outubro do ano passado, um Airbus A321 da companhia russa MetroJet (Kogalymavia) caiu na península do Sinai com 224 pessoas a bordo após uma explosão em seu interior, uma ação que foi reivindicada por um célula egípcia do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Esse acidente levou vários países a impor restrições de voo com o Egito por motivos de segurança, como a Rússia, que proibiu a companhia aérea Egyptair de voar em seu território.

Além disso, em março deste ano, um voo de Egyptair foi sequestrado pouco depois de decolar de Alexandria, no Egito, rumo ao Cairo, e um dos passageiros obrigou o comandante a aterrissar em Larnaca, no Chipre, após ameaçar detonar no interior da aeronave um cinturão de explosivos que carregava consigo, mas que, no fim das contas, era falso.

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