Hillary diz ser "impossível" que candidato democrata não seja ela

Washington, 19 mai (EFE).- A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou nesta quinta-feira em entrevista à emissora "CNN" que as primárias democratas "efetivamente já acabaram" e que é "impossível" que o candidato do Partido Democrata nas eleições presidenciais de novembro não seja ela.

"Já é um fato. É impossível que eu não seja (a indicada do partido)", respondeu Hillary ao ser perguntada sobre a indicação democrata e a disputa que ainda mantém nas primárias contra o senador Bernie Sanders.

Embora Hillary lidere as primárias em número de votos e delegados (com uma ampla vantagem especialmente graças aos superdelegados, cargos orgânicos ou eleitos do partido que escolhem o candidato à margem dos eleitores), ainda faltam vários estados por votar, alguns deles muito populosos como Califórnia e Nova Jersey.

De fato, o candidato democrata não será conhecido oficialmente até a convenção do partido em julho na Filadélfia (Pensilvânia), já que é pouco provável que Hillary ou Sanders alcancem os 2.384 delegados que necessitam sem precisar dos superdelegados, que poderiam mudar o sentido de seu voto em qualquer momento.

As palavras da ex-primeira dama na "CNN" não repercutiram bem na campanha de Sanders, que respondeu logo depois com um comunicado no qual assegurou que "milhões de americanos têm cada vez mais dúvidas sobre a campanha de Hillary".

"Nas últimas três semanas, os eleitores em Indiana, Virgínia Ocidental e Oregon contrariaram respeitosamente Hillary Clinton. Esperamos que os eleitores nas oito disputas restantes façam o mesmo", acrescentou o comunicado em referência às últimas vitórias de Sanders sobre Hillary.

Em sua entrevista à "CNN", a ex-primeira dama também disse que o virtual indicado republicano, Donald Trump, não está "qualificado" para ser presidente dos Estados Unidos

"Eu sei como é difícil este trabalho e sei que requer constância, assim como força e inteligência, e cheguei à conclusão que (Trump) não está qualificado para ser presidente dos EUA", comentou.

Hillary criticou especialmente a proposta do magnata de proibir temporariamente a entrada de muçulmanos aos EUA enquanto dure a ameaça do terrorismo jihadista e assegurou que Trump está sendo "usado como ferramenta de recrutamento para que mais gente se una à causa terrorista".

O republicano respondeu em comunicado no qual defendeu sua proposta e criticou Hillary por ter "um julgamento ruim e não ser apta para exercer como presidente neste momento delicado e difícil da história de nosso país".

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