Reviravolta em votação de lei LGBT causa revolta no Congresso dos EUA

Washington, 19 mai (EFE).- O plenário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos foi cenário nesta quinta-feira de um incomum episódio quando os membros da bancada republicana começaram a mudar seus votos sobre um texto que pretendia dar proteção à comunidade LGBT e que suscitou indignação entre os democratas.

"Vergonha! Vergonha! Vergonha!", cantaram os legisladores democratas enquanto observavam na apuração como os votos republicanos se transferiam de uma coluna a outra fazendo finalmente com que a medida fosse rejeitada.

Inicialmente, o texto contava com 217 votos a favor e 206 votos contra, mas acabou sendo rejeitada por 212 frente a 213, depois que a liderança conservadora pressionou seus membros a mudar de parecer.

"Este é um dos episódios mais feios que vi em meus mais de três anos como membro desta câmara", disse o legislador democrata impulsor da medida, Sean Patrick Maloney, que é homossexual.

A emenda teria anulado uma disposição sobre a autorização de despesas de defesa que a Câmara dos Representantes aprovou na noite passada, e que afirma que as corporações religiosas, associações e instituições que recebem contratos federais não podem ser objeto de discriminação por motivos de religião.

Os democratas consideram que dita consideração poderia permitir a discriminação contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) em nome da liberdade religiosa.

A emenda de Maloney teria especificamente proibido fundos para executar contratos com qualquer empresa que não cumpra com a ordem executiva do presidente dos EUA, Barack Obama, que proíbe os terceirizados federais de discriminar trabalhadores LGBT.

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