México concede extradição de "El Chapo" aos EUA

Cidade do México, 20 mai (EFE).- A Secretaria de Relações Exteriores do México anunciou nesta sexta-feira que concedeu a extradição do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán aos Estados Unidos para ser processado em dois tribunais do país, um da Califórnia e outro do Texas, por vários crimes.

Em comunicado, a Chancelaria mexicana disse que notificou sua decisão ao líder do Cartel de Sinaloa, que no último dia 7 foi transferido da penitenciária de Planalto, no centro do país, a outra localizada em Ciudad Juárez, perto da fronteira com os EUA.

"As solicitações de extradição apresentadas pelo governo americano cumprem todos os requisitos previstos no Tratado de Extradição" bilateral, disse a SRE em comunicado.

Além disso, a Secretaria destacou que "o governo americano proporcionou as garantias suficientes de que não será aplicada a pena de morte ao senhor Guzmán".

A Chancelaria lembrou que "El Chapo", que fugiu de dois presídios mexicanos de segurança máxima desde 2001, pode recorrer a tribunais de apelação contra estas resoluções, em conformidade com a Lei de Extradição Internacional.

A defesa do narcotraficante tem 30 dias a partir de hoje para apresentar um recurso, um processo que analistas estimam que pode se estender por vários meses.

Este recurso pode ser contra a fundamentação e motivação das opiniões jurídicas que declararam procedentes os dois pedidos de extradição por parte dos EUA ou contra a inconstitucionalidade da lei ou o tratado bilateral na matéria. Se a apelação avançar, Guzmán terá direito a uma revisão, que pode levar o assunto até a Suprema Corte de Justiça se forem encontrados pontos de constitucionalidade.

A Chancelaria mexicana explicou hoje que uma vez que "os acordos fiquem firmes e executáveis", a Procuradoria Geral da República (PGR) fará a entrega de "El Chapo" Guzmán "às autoridades americanas que forem designadas para tal efeito".

O traficante é acusado, no Texas, pelos crimes de associação criminosa, contra a saúde, crime organizado, posse de armas, homicídio e lavagem de dinheiro. Na Califórnia, as acusações das quais é alvo são de associação para importar e possuir com a intenção de distribuir cocaína.

O governo mexicano se opunha à extradição do traficante, mas depois do escândalo gerado por sua segunda fuga da prisão, em julho de 2015, através de um túnel de 1,5 quilômetro que começava em sua cela, mudou de opinião.

Poucos dias após a recaptura do traficante, em janeiro, o presidente Enrique Peña Nieto disse que o governo mexicano trabalhava para acelerar o processo de extradição.

Guzmán tinha fugido pela primeira vez em 2001, do presídio de Puente Grande (no estado de Jalisco, no oeste do México) em um carro de lavanderia, e voltou a ser preso em 2014.

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