Boca de urna aponta vitória de partido governista no Chipre

Nicósia, 22 mai (EFE).- O partido do presidente Nicos Anastasiades, o conservador DISY, vencerá as eleições legislativas no Chipre com entre 29,5% e 32,5% dos votos, segundo as pesquisas de boca de urna divulgadas neste domingo pela rede de TV pública "RIK".

O comunista AKEL ficaria em segundo, de acordo com as projeções, com entre 26,5% e 29,5%, e o nacionalista DIKO em terceiro, com entre 12% e 14%. Em quarto ficaria o social-democrata EDEK (5% a 7%), seguido pelo populista Aliança de Cidadãos, que entraria pela primeira vez na Câmara, e em quinto o Partido Verde.

A grande surpresa é a possível entrada da Frente Nacional Popular (ELAM), partido irmão do neonazista grego Amanhecer Dourado, que pode superar a barreira eleitoral de 3,6% necessária para entrar no Parlamento.

A vitória do DISY representa um respaldo da população ao caminho de reformas adotado por Anastasiades por imposição dos credores internacionais após a crise financeira que afetou o país.

O Chipre deixou em março o programa de resgate ao qual teve que recorrer em 2013, quando seu sistema bancário afundou, o que obrigou o governo a pedir uma ajuda financeira de 10 bilhões de euros.

Embora 56 deputados da Câmara dos Representantes cipriota tenham um poder que se limita estritamente ao trabalho legislativo, pois o Chipre tem um sistema presidencialista e o chefe de Estado é também o de Governo, comentaristas locais concordam que a atitude dos partidos pode ser determinante em um possível futuro referendo sobre a reunificação do país.

Enquanto DISY e AKEL - que governou o país entre 2008 e 2013 - são pró-unificação com a parte turca do país, partidos como o DIKO são contra.

O bom resultado de ambos pode representar um estímulo ao processo de paz entre as comunidades grega e turca iniciado em abril de 2015 sob a chancela da ONU.

O território do Chipre está dividido desde 1974, quando as tropas turcas invadiram a parte norte da ilha e criaram a autodenominada República Turca do Norte, que anunciou sua independência em 1983 sem obter reconhecimento da ONU ou da comunidade internacional.

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