Paquistão denuncia violação de soberania em ataque que matou líder talibã

Islamabad, 22 mai (EFE).- O Paquistão denunciou neste domingo que o bombardeio com drone realizado em seu território pelos Estados Unidos e que matou o mulá Akhtar Mansour, foi uma nova violação de sua soberania e afirmou que realiza uma investigação para comprovar se um corpo encontrado depois dessa operação militar é o do principal líder dos talibãs.

"O Paquistão deseja novamente manifestar que o ataque com um drone foi uma violação de sua soberania, uma questão tratada com os Estados Unidos no passado", disse o Ministério do Interior do país em comunicado.

Os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo por volta das 10h GMT (7h de Brasília) de ontem na região de Dalbandin, na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão e no qual, segundo o serviço de inteligência do Afeganistão, o líder talibã foi morto.

O Ministerio das Relações Exteriores paquistanês afirmou que o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, e o chefe do Exército, Raheel Sharif, foram informados pelos EUA do bombardeio depois que ele foi realizado.

Segundo as investigações realizadas até agora pelo Paquistão, um homem com passaporte e identidade paquistaneses em nome de Wali Mohammed e Sha Mohammed entrou ontem no país a partir do Irã.

O veículo no qual viajavam esta pessoa e seu motorista foi encontrado destruído na estrada de Kochaki ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão.

O motorista foi identificado como Mohammed Azam, mas a outra pessoa continua sem ser identificada, algo no qual trabalham agora as autoridades paquistanesas.

Os EUA consideraram "muito provável" a morte de Mansour, mas o serviço de inteligência afegão já a reconheceu.

A morte de Mansour aconteceu três dias depois da quinta reunião do Grupo dos Quatro (G4), formado por Afeganistão, China, Estados Unidos e Paquistão, que procura uma saída dialogada para o conflito afegão.

O Ministerio das Relações Exteriores paquistanês lembrou em seu comunicado sobre esse acordo e reiterou que a negociação é a única opção para pôr fim ao conflito afegão.

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