Governo afegão ordena intensificar ações contra talibãs

Cabul, 23 mai (EFE).- O governo afegão ordenou nesta segunda-feira que a polícia local intensifique suas operações contra os talibãs após a morte do líder do grupo, o mulá Akhtar Mansour, no último sábado, em um bombardeio dos Estados Unidos no Paquistão, informou uma fonte oficial.

"O ministro do Interior afegão, Taj Mohammad Jahid, ordenou que toda a polícia do país aumente seus esforços para perseguir e derrotar os guerrilheiros talibãs neste momento em que perderam seu número um", disse o porta-voz do Ministério, Sediq Sediqi, durante entrevista coletiva.

Sediqi afirmou que devem ser intensificada as ações contra os talibãs para "aproveitar a situação, quando estão em uma posição de fraqueza pela perda de seu líder e a moral está baixa".

Na sua opinião, a morte de Mansour foi "um grande golpe para os talibãs" e uma "grande conquista" para as forças de segurança afegãs, além de ser uma "clara mensagem" do governo afegão e seus aliados internacionais aos talibãs de que a única opção neste momento é terminar com a guerra e iniciar o processo de paz.

Akhtar Mansour morreu no último sábado quando seu veículo foi bombardeado em um ataque com drones americanos na região da região paquistanesa de Baluchistão, perto da fronteira com o Afeganistão.

Segundo Sediqi, nos últimos dois meses as forças afegãs mataram 1.167 talibãs e feriram 465 em diferentes províncias do país.

A morte do mulá Mansour aconteceu apenas três dias depois da quinta reunião em Islamabad do G4 (formado pelos EUA, China, Paquistão e Afeganistão para buscar soluções ao conflito afegão), um encontro no qual acordaram seguir apostando no diálogo, apesar de os insurgentes rejeitarem negociar.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje na cidade vietnamita de Hanói que a morte de Mansour permitirá levar paz e prosperidade ao Afeganistão.

"Com a morte do líder talibã, Akhtar Mansour, eliminamos o chefe de uma organização que conspirou continuamente contra as forças americanas e aliados em uma guerra contra o povo afegão, colocando-se ao lado de grupos extremistas como Al Qaeda", destacou Obama.

O Paquistão reagiu no domingo e classificou a ação militar americana como "uma violação de sua soberania".

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores paquistanês afirmou que o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, e o chefe do Exército, Raheel Sharif, foram informados pelos Estados Unidos após o bombardeio.

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