Governo e oposição sírios trocam acusações sobre atentados de hoje

Beirute, 23 mai (EFE).- O governo sírio afirmou que os atentados desta segunda-feira em Tartus e Jableh, que deixaram dezenas de mortos e feridos, têm como objetivo frustrar as conversas de paz sobre a Síria em Genebra e o acordo para uma cessação das hostilidades no país.

Assim expressou o governo em duas cartas enviadas pelo Ministério sírio das Relações Exteriores à Secretaria-Geral e o Conselho de Segurança da ONU, segundo a agência de notícias oficial "Sana".

Nas mensagens, as autoridades sírias consideraram que os ataques de hoje são "uma escalada grave por parte dos regimes extremistas e malvados de Riad, Ancara e Doha, que buscam minar os esforços para deter o derramamento de sangue sírio".

O Executivo de Damasco se queixou de que alguns Estados continuam impondo uma "política de silêncio" no Conselho de Segurança com relação aos crimes cometidos por organizações terroristas na Síria, além de impedir que o organismo adote medidas contra os países que respaldam o terrorismo.

Nesse sentido, as autoridades acusaram a Arábia Saudita, Turquia e Catar de apoiar os grupos terroristas no território sírio e criticou EUA, França, Reino Unido e Ucrânia por rejeitarem a inclusão de grupos, como o Exército do Islã e os Livres de Sham na lista de organizações terroristas do Conselho de Segurança.

Uma série de atentados nas cidades litorâneas sírias de Tartus e Jableh ocasionou hoje a morte de 78 pessoas, segundo a apuração de meios de comunicação oficiais sírios; número que foi elevado para cerca de 145 falecidos pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria dos ataques através da agência de notícias "Amaq", vinculada aos extremistas, embora as autoridades sírias acusem o grupo Exército Livre de Sham de estar por trás da cadeia de atentados, apesar desta organização não ter reivindicado a responsabilidade dos mesmos.

Por sua vez, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança política opositora, insistiu "na responsabilidade direta ou indireta do regime (sírio) em todos os atentados terroristas contra civis na Síria", entre eles os de hoje em Jableh e Tartus.

Em comunicado, a CNFROS lembrou que o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, "contribuiu de forma deliberada e planejada à expansão" do Estado Islâmico, "e permitiu sua extensão".

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