Grécia se prepara para desocupar campo de refugiados em Idomeni

Atenas, 23 mai (EFE).- As forças policiais da Grécia estão sendo deslocadas para Idomeni com o objetivo de desocupar nos próximos dias o campo improvisado de refugiados, onde estão 8.500 pessoas, confirmou, nesta segunda-feira, a polícia local à Agência Efe.

"O papel da polícia será evitar que aconteçam confrontos e ajudar na mudança dos refugiados para os abrigos", afirmou um porta-voz policial.

O porta-voz do governo para assuntos de refugiados, Yorgos Kyritsis, afirmou que a desocupação e a mudança para os centros governamentais devem acontecer em um prazo de dez dias, embora não tenha confirmado quando a ação terá início.

Kyritisis afirmou que será uma operação similar feita há algumas semanas no Porto de Pireu, cujo acampamento improvisado chegou a receber mais de 5 mil pessoas, a maioria levada para centros organizados, com o objetivo desocupar os píeres do porto durante a temporada turística.

Nos últimos 15 dias, cerca de 2 mil pessoas foram transferidas para outros centros recém-inaugurados no norte da Grécia, disse Kyritsis em entrevista para a emissora da TV "Skai".

"Neste momento temos disponíveis 6 mil vagas em abrigos e teremos 8 mil em poucos dias", acrescentou o porta-voz, dizendo que se trata de abrigos de boa qualidade.

Além disso, o governo grego informou que os refugiados terão a permissão prorrogada para ficar nos abrigos oficiais por mais um mês ao se registrarem quando chegarem ao país.

O prazo para a maioria dos refugiados seguir na Grécia já expirou, por isso o governo espera que esta decisão sirva como incentivo.

Em Idomeni, segundo dados oficiais, permanecem 8.424 pessoas, local que tem a maior concentração de refugiados na Grécia, onde há mais de 54 mil refugiados divididos pelo país.

A esperança de poder atravessar a fronteira permanece, apesar de que a Antiga República Iugoslava da Macedônia (FYROM) ter fechado sua fronteira há dois meses, e por isso que milhares de migrantes e refugiados se negam a abandonar as vias do trem e as terras de lavoura onde se encontram.

A intenção da Grécia é transferir voluntariamente esses milhares de refugiados aos abrigos do governo, embora muitos rejeitem ficar nos acampamentos montados pelo Exército uma vez que comprovem o estado das instalações.

Enquanto isso, no abrigo oficial de Quíos, 50 refugiados continuavam hoje a greve de fome iniciada na semana passada em protesto contra a lentidão com a qual está ocorrendo o programa de realocação para outros países europeus, de acordo com a imprensa local.

Os refugiados exigem informação precisa sobre as consequências do acordo entre a União Europeia (UE) e a Turquia, que teve início no dia 20 de março, e além disso reivindicam que seja acelerado a solicitação de asilo e do programa de transferência para outros países da Europa e América do Norte.

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