Avião egípcio não apresentava problemas técnicos na decolagem em Paris

Cairo, 25 mai (EFE).- O avião da Egyptair que caiu no Mar Mediterrâneo na quinta-feira passada não apresentava nenhum problema técnico quando decolou de Paris com destino a Cairo, segundo os documentos publicados nesta quarta-feira pelo jornal egípcio "Al-Ahram".

O primeiro documento, assinado pelo comandante do avião, Mohammed Shuqeir, às 20h30 GMT antes de decolar do aeroporto Charles de Gaulle, mostrava que a situação técnica da aeronave era normal e não houve observações.

Shuqeir também não registrou nenhuma anomalia no voo prévio do Cairo a Paris.

Além disso, o engenheiro técnico da Egyptair que examinou o aparelho no aeroporto francês não detectou nenhum problema, por isso que assinou o documento denominado Aircraft Technical Log, que depois foi rubricado por Shuqeir.

"Al-Ahram" conseguiu também uma cópia de um documento original que revela que o avião emitiu um total de 11 mensagens desde que seus motores começaram a funcionar no aeroporto parisiense.

A primeiro destas mensagens foi enviada quando o avião estava perto da decolagem, às 21h13 GMT de 18 de maio passado, que revelou que os motores funcionavam sem problemas.

O voo se desenvolveu de maneira normal até as 0h26 GMT de 19 de maio, quando o aparato emitiu um alerta sobre uma mudança de temperatura na janela direita da cabine de comando, ao lado do copiloto.

Segundo os documentos divulgados pelo "Ahram", o envio de mensagens prosseguiu durante três minutos e depois parou de repente e o avião desapareceu do radar.

No sábado, os investigadores franceses confirmaram que o avião da Egyptair emitiu sinais de presença de fumaça em seu interior justo antes do acidente.

Um total de 66 pessoas, entre passageiros e membros da tripulação, faleceram com a queda da aeronave na madrugada da quinta-feira no Mar Mediterrâneo, em sua maioria egípcios e 15 franceses.

Fontes do serviço de medicina legista do Egito disseram ontem à Agência Efe que os restos humanos das vítimas achados são muito pequenos, mas sublinharam que não é possível confirmar se aconteceu uma explosão na cabine do aparelho.

Nenhum grupo terrorista reivindicou o atentado com o Airbus A-320, que desapareceu dos radares quando já estava entre 10 e 15 milhas no espaço aéreo egípcio e perdeu altitude a grande velocidade.

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