Hillary violou normas por uso de servidor privado de e-mail, aponta relatório

Washington, 25 mai (EFE).- O Departamento de Estado dos EUA afirmou em um documento divulgado hoje que Hillary Clinton, titular da pasta entre 2009 e 2013, violou as normas de comunicação do órgão ao utilizar um servidor de e-mail próprio enquanto exercia a função.

Essa é a principal conclusão de um relatório de 80 páginas sobre o uso que Hillary deu ao seu servidor privado de e-mail enquanto era secretária de Estado, no qual recebeu informações confidenciais.

O inspetor-geral do Departamento de Estado disse que os problemas eram "sistêmicos" e "se estendem além do mandato de um secretário de Estado". A avaliação é especialmente crítica a Hillary pelo fato da ex-primeira-dama não ter guardado cópias e registros para o governo federal, que por lei detém essas comunicações oficiais.

"A secretária Clinton deveria ter entregue todos seus e-mails relacionados com assuntos do Departamento de Estado antes de deixar de servir ao governo. Ao não tê-lo feito, não cumpriu com as normas", resumiu o relatório, divulgado pelo site "Politico" e pelo jornal "The Washington Post".

Além disso, o relatório afirma que Hillary e seus assessores mais imediatos não colaboraram com a investigação sobre o caso.

A pré-candidata democrata à presidência dos EUA afirmou que o uso do servidor privado durante o período em que exerceu o cargo de secretária de Estado ocorreu porque era mais prático e simples utilizá-lo do que o endereço oficial do órgão.

Hillary reiterou que não queria fugir do controle federal de suas comunicações e que enviou 30 mil cópias de seus e-mails ao Departamento de Estado, embora nem todos terem ficado registrados.

Segundo o relatório, até 2 mil mensagens no servidor privado de Hillary estavam marcadas como sigilosas, o que eleva as dúvidas se essas informações ficaram vulneráveis a ataques de hackers.

O uso dos e-mails pela ex-secretária de Estado também está sendo investigado pelo FBI, que pode chamá-la a depor sobre o caso.

O relatório interno do Departamento de Estado conhecido hoje será enviado ao Congresso para determinar que ações serão necessárias para apurar as responsabilidades e evitar que as práticas se repitam.

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