Colômbia confirma que jornalistas desaparecidos estão em poder do ELN

Bogotá, 26 mai (EFE).- O ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, afirmou nesta quinta-feira que há "certeza" que o Exército de Libertação Nacional (ELN) tem em seu poder a jornalista espanhola Saluid Hernández e seus colegas colombianos Diego D'Pablos e Carlos Melo, desaparecidos no Catatumbo, região no nordeste do país.

"Posso comunicar na tarde de hoje que, com base em informação de inteligência recolhida até o momento, até há algumas horas, se confirma com certeza que o ELN é o responsável por estas desaparições dos três profissionais", disse Villegas em entrevista coletiva em Bogotá.

O ministro destacou o caso de Hernández, correspondente na Colômbia do jornal espanhol "El Mundo" e colunista do bogotano "El Tiempo" e que avisou aos companheiros de trabalho "que estaria incomunicável por algumas horas nessa região desenvolvendo seu ofício como jornalista".

O rastro de Hernández foi perdido no sábado passado no município do Tarra, no departamento do Norte de Santander, onde se encontra o Catatumbo, a mesma região na qual desapareceram D'Pablos e Melo dois dias depois quando cobriam o caso da colega espanhola, que segundo o governo se reuniu de forma voluntária com o ELN para fazer um trabalho jornalístico.

"Já se passou, a julgamento do governo, um tempo mais que prudencial para o retorno dos três jornalistas", comentou Villegas, que ressaltou que "a partir de agora a responsabilidade da integridade e liberdade destes três cidadãos repousa exclusivamente em mãos do ELN".

Segundo a investigação de inteligência militar, é a frente de guerra nordeste dessa guerrilha, que opera na região, que tem os três jornalistas.

O ministro enfatizou que "definitivamente o ELN delinquiu neste caso" e lembrou que o presidente, Juan Manuel Santos, "advertiu" esse grupo armado de que não será possível começar os diálogos de paz estipulados "se (o ELN) mantiver pessoas cuja liberdade foi álibi contra sua vontade".

O governo colombiano recorreu nesta quarta-feira ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para que o organismo internacional seja mediador no retorno dos jornalistas, como fez em anteriores ocasiões com sequestrados de vários grupos armados.

Villegas indicou que o governo "recebeu hoje do CICV as garantias de que seus protocolos de ação estão prontos, para caso sua intervenção seja requerida" pelo ELN.

Os comandantes do exército, general Alberto Mejía, e da polícia, general Jorge Nieto, "estarão retornando novamente no dia de hoje à região para manter as operações" de busca dos jornalistas, informou Villegas.

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