Berlim cogita aliviar sanções à Rússia se houver avanços no pacto de Minsk

Berlim, 27 mai (EFE).- O governo da Alemanha cogita um possível alívio das sanções impostas pela União Europeia à Rússia, condicionadas a avanços na implementação dos acordos de Minsk para a estabilização do leste da Ucrânia.

"Sempre disse que as sanções não são um fim em si mesmas. Se houver avanços na implementação dos acordos, podemos falar de aliviar as sanções", declarou o ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, à revista "Der Spiegel".

Até agora, a posição comunitária era que as sanções não serão suspensas até que se verifique o cumprimento total dos acordos alcançados em setembro de 2014 e em fevereiro de 2015 para distender o conflito ucraniano.

De acordo com a revista, a posição de Steinmeier é compartilhada pela chanceler Angela Merkel.

A condição fundamental para que se aliviem as medidas adotadas para pressionar a Rússia é que Moscou coopere para que possam ser realizadas as eleições municipais no leste ucraniano.

O eventual prolongamento das sanções será abordada pelos 28 países do bloco no final de junho, antes da cúpula da Otan que será realizada em Varsóvia no início de julho.

As declarações de Steinmeier à "Der Spiegel" seguem a linha das afirmações de ontem do ministro de Finanças, Wolfgang Schäuble, em que se pronunciava a favor dessas sanções econômicas porque Moscou não tinha avançado no cumprimento de Minsk.

"Infelizmente as sanções não podem ser retiradas", afirmou o titular de Finanças, após reconhecer que Berlim defendeu a imposição destas em um primeiro momento com "tristeza".

Schäuble lembrou que as medidas contra Moscou foram impostas por acordo comunitário após a "ocupação totalmente ilegal" da Crimeia e pelo envolvimento russo no conflito no leste da Ucrânia.

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