Presidente iemenita ordena deter expulsão de cidadãos nortistas do sul

Sana, 28 mai (EFE).- O presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, ordenou neste sábado aos governadores de três províncias do sul do país que suspendam as expulsões de cidadãos procedentes do norte do Iêmen, informou a agência oficial de notícias "Saba", controlada pelo governo.

A agência acrescentou que o presidente enviou instruções aos governadores das províncias de Áden, Lahech e Daria, aos quais pediu "que atuem de forma urgente para suspender as expulsões dos cidadãos iemenitas de suas províncias e castigem firmemente aos que as cometem".

Hadi também pediu a esses responsáveis que emitam carteiras de identidade àqueles cidadãos que não as possuem.

Durante as últimas semanas, os serviços de segurança da cidade litorânea de Áden, designada pelo governo como capital provisório do país, expulsaram da cidade centenas de moradores que têm origem nortista, segundo associações locais de Direitos Humanos.

Além disso, testemunhas asseguraram que milícias pró-governo e a polícia, que gozam do apoio das forças emirates que trabalham na coalizão árabe que apoia Hadi, dirigem uma operação de segurança em Áden, desde o começo de abril, para buscar os nortistas, detê-los e expulsá-los da cidade.

Por sua vez, fontes de segurança asseguraram à Agência Efe que esta operação pretende perseguir às pessoas que não possuem documentos de identidade no marco da investigação e da busca pelos supostos envolvidos nos atos terroristas que ocorreram nos últimos meses na cidade.

No entanto, vários ativistas de Direitos Humanos asseguraram que a maioria do povo expulsa possui documentos de identidade.

Além disso, foi divulgado um vídeo nas redes sociais que mostra vários caminhões de carga com dezenas de pessoas em seu interior que, segundo os ativistas, estão sendo expulsas da zona.

Na operações de expulsão participam, além das forças de segurança, grupos armados afins ao governo de Hadi.

O governador de Áden, Aidrús al Zubaidi, e o chefe de segurança da província, Shalal Shaya, são líderes do independentista movimento sulista que luta desde o ano 2007 para recuperar a soberania nacional das províncias do sul, que perderam após a unificação do Estado declarada em 1990.

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