EUA tentam evitar que família de terrorista receba seguro de vida

Em Washington

  • San Bernardino County Sheriffs Department/Reuters

    Armas usadas no ataque de San Bernardino foram confiscadas pela polícia

    Armas usadas no ataque de San Bernardino foram confiscadas pela polícia

O governo dos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira (31) uma solicitação à Justiça para evitar que a família de um terrorista que morreu em dezembro do ano passado, após matar 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, receba até US$ 275 mil de seu seguro de vida.

Em comunicado, a procuradora federal do distrito central da Califórnia, Eileen Decker, anunciou a apresentação da solicitação com a qual pretende fazer com que o governo fique com o dinheiro das duas apólices que Syed Rizwan Farook, um dos dois autores do massacre, tinha contratado.

"Não se deve permitir que os terroristas proporcionem recursos a seus beneficiados designados através de seus crimes. Meu escritório tenta explorar todas as opções legais para assegurar que estes fundos estarão disponíveis para as vítimas deste crime horrível", disse Eileen.

"Seguiremos usando todas as ferramentas para fazer justiça em nome das vítimas dos ataques terroristas de San Bernardino", acrescentou a procuradora.

Farook contratou um seguro de vida de US$ 25 mil em 2012, quando já planejava realizar um ataque terrorista, e outro de US$ 250 mil em 2013, designando sua mãe, Rafia Farook, como beneficiada em ambos.

No dia 2 de dezembro, Farook, que tinha nacionalidade americana, e sua esposa, Tashfeen Malik, que era paquistanesa, supostos apoiadores do Estado Islâmico (EI), atacaram um centro de assistência para incapacitados em San Bernardino, matando 14 pessoas e ferindo mais de 20.

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