Líder do Al-Shabaab morre em operação militar na Somália

Mogadíscio, 1 jun (EFE).- O líder da milícia islâmica Al-Shabaab que planejou o ataque mais sangrento dos jihadistas em solo queniano, o da Universidade de Garissa, morreu em uma operação militar na Somália, segundo informou nesta quarta-feira a Agência de Inteligência e Segurança da Somália (NISA, sigla em inglês).

A operação que resultou na morte de Mohamed Kuno foi desenvolvida pela NISA em parceria com tropas americanas ontem na região da Baixa Shabelle, de acordo com informações de veículos de imprensa locais.

"O líder da Amniyat (o serviço de inteligência do Al-Shabaab), o braço-direito de Abu-Ubeyda (líder do Al-Shabaab), morreu em uma operação conjunta na semana passada", confirmou a NISA em sua conta no Twitter.

Mohamed Dulyadeyn "Kuno", antigo professor de Garissa de nacionalidade queniana, morreu ao lado de outros três membros do Al-Shabaab em um ataque com míssil lançado na aldeia de Bula-Gadud, situada a 30 quilômetros ao norte do porto de Kismayo, segundo o portal de notícias "Shabelle News".

O comandante do Al-Shabaab era considerado o cérebro do ataque em abril de 2014 à Universidade de Garissa, no norte do Quênia, onde 148 pessoas morreram.

O Al-Shabaab, que em 2012 anunciou sua adesão formal à Al Qaeda que luta para instaurar um Estado islâmico de ramo wahhabista na Somália, foi incluído em março de 2008 na lista de organizações consideradas terroristas pelo governo americano.

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