Maduro tomará ações legais na Europa por "campanha de guerra"

Caracas, 31 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que tomará um "conjunto de ações jurídicas internacionais" na Europa para encerrar uma suposta "campanha de guerra psicológica" contra seu país e pedirá amparo em favor do "direito à paz".

"Na Espanha, é espantosa a campanha de guerra, eu convoquei nosso embaixador em Madri (Mario Isea), ele está aqui em Caracas". "Estou preparando um grupo de juristas espanhóis, europeus e venezuelanos e também vou tomar um conjunto de ações jurídicas internacionais na Espanha, na Europa, para que se respeite a honra da Venezuela", disse o presidente venezuelano.

Maduro garantiu em seu programa de rádio e televisão que, com essas ações legais, pedirá o fim "desta campanha de guerra psicológica" na qual se "injeta ódio" para justificar "qualquer ação violenta e de guerra contra o país".

"Vamos fazer um amparo em favor do direito à paz da Venezuela e da verdade e ao direito à verdade do povo espanhol também, porque o mesmo vem sendo manipulado pelos veículos de imprensa da direita espanhola". "Uma coisa totalmente desproporcional, abusiva, que beira o ridículo", acrescentou o presidente venezuelano.

Na última sexta-feira, Maduro também afirmou que, supostamente, está em curso desde Madri uma campanha que promove uma invasão estrangeira em seu país, como a realizada contra o Iraque com mensagens que, segundo dele, foram promovidas então pelo presidente do governo espanhol José María Aznar.

"O que está sendo feito contra a Venezuela em Madri é uma campanha de guerra, é uma campanha para preparar, o que nunca vai acontecer, mas que está nas mentes macabras dos que planejam preparar uma invasão, uma intervenção militar", afirmou então.

Maduro já tinha dito ontem que o fato de que ele apareça todos os dias na primeira página dos veículos de imprensa da Espanha é "propaganda de guerra" e que supostamente está sendo preparada uma solicitação de intervenção militar contra a Venezuela "na Otan" e que, por trás deste plano, estaria o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy.

Um dia antes, o governante também comentou que na Espanha "é preciso um Maduro", após criticar a suposta obsessão que existe no país europeu sobre a situação venezuelana e convidou os candidatos presidenciais espanhóis a debater em Caracas.

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