Polícia prende 2 homens por relação com roubo milionário no Japão

Tóquio, 1 jun (EFE).- A polícia do Japão prendeu dois homens por seus supostos vínculos com o roubo de 1,4 bilhão de ienes (US$ 12,7 milhões), que foi realizado de maneira coordenada no dia 15 de maio em 14.000 caixas automáticos do Japão, num período de aproximadamente duas horas.

Os japoneses Tatsuo Nakazono e Katsuya Sahashi, ambos de 28 anos e procedentes da província de Aichi, no centro do Japão, foram detidos na terça-feira como suspeitos de subtrair ilegalmente, de maneira combinada, 1,2 milhão de ienes (US$ 10.858), segundo informações policiais veiculadas nesta quarta-feira pela imprensa japonesa.

O roubo coordenado aconteceu no dia 15 de maio, quando cerca de 100 pessoas retiraram a quantia milionária, num período de duas horas, em 1.400 lojas 7-Eleven, estabelecimentos 24 horas que contam com caixas automáticos, em 17 regiões do arquipélago.

Os ladrões realizaram cerca de 14.000 transações nas quais retiraram a quantia máxima de dinheiro permitida - 100.000 ienes ou aproximadamente US$ 905 - em cada operação.

Segundo a polícia de Aichi, os dois detidos teriam participado da operação usando cartões de crédito clonados no nome de um homem zimbabuano e de outro sul-africano.

A dupla teria confessado à polícia o roubo do dinheiro que, segundo dados da investigação veiculados pela agência de notícias "Kyodo", cometeram em troca de dezenas de milhares de ienes a pedido de um conhecido, a quem entregaram a soma de dinheiro sacada dos caixas.

As autoridades japonesas, que identificaram os homens através da análise das imagens das câmaras de segurança e de outros procedimentos, suspeitam que os detidos sacaram outros 2,6 milhões de ienes (US$ 23.510), segundo "Kyodo".

De acordo com os dados das transações, os cartões de crédito clonados e utilizadas para cometer o roubo continham dados de 1.600 contas de um banco sul-africano.

A polícia japonesa, que continua analisando as imagens dos estabelecimentos, suspeita do possível envolvimento de uma organização criminosa da Malásia e espera conseguir esclarecer como as informações bancárias foram obtidas pelos criminosos através da colaboração das autoridades da África do Sul com auxílio da Interpol.

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