Policial que matou negro desarmado nos EUA é condenado a 4 anos de prisão

Austin (EUA), 31 mai (EFE).- O policial branco que matou a tiros um negro desarmado há um ano em Oklahoma, nos Estados Unidos, foi condenado nesta terça-feira a quatro anos de prisão após ser considerado culpado de homicídio em segundo grau.

Robert Bates, de 74 anos e executivo de uma companhia de seguros, trabalhava como voluntário para o escritório do xerife do condado de Tulsa quando se envolveu no dia 2 de abril de 2015 no assassinato do homem negro Eric Harris, que ficou registrado em vídeo.

Os advogados do idoso argumentaram que seu cliente confundiu o revolver regulamentar com a pistola elétrica tipo "taser", a arma que supostamente pretendia usar, mas essa explicação não convenceu o júri, que o declarou culpado há um mês.

O júri também recomendou a pena de quatro anos, a máxima prevista para esses casos, à qual Bates foi hoje condenado.

A defesa de Bates já anunciou que planeja recorrer da condenação alegando uma série de problemas médicos que, supostamente, afligem o idoso, como apneia do sono, doenças cardiovasculares e níveis baixos de testosterona.

No momento do homicídio, Harris tinha caído em uma operação encoberta e fugia dos agentes, aos que tinha tentado vender uma arma.

Em um vídeo divulgado previamente através dos veículos de imprensa e exibido durante o julgamento, é possível ouvir Bates dizes: "Oh! Atirei em você, me desculpe" após perseguir Harris e imobilizá-lo no chão com ajuda de outros agentes.

"Oh Deus. Oh, ele atirou em mim", diz então Harris, que avisa aos policiais que não consegue respirar, enquanto um deles pressiona o joelho contra seu rosto e os outros imobilizam seus braços.

"Para o inferno com sua respiração", responde um dos agentes a Eric Harris, que foi levado em uma ambulância dos serviços de emergências para o hospital da cidade, onde morreu uma hora depois.

O assassinato de Harris aconteceu em um momento de intenso questionamento das forças de segurança nos Estados Unidos, após a morte de várias pessoas negras e hispânicas pela polícia, uma espiral que começou um ano antes com o caso Michael Brown em Ferguson, no estado do Missouri.

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