Premiê japonês adia aumento do imposto IVA para 2019

Tóquio, 1 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira sua decisão de adiar para outubro de 2019 o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) prevista para abril de 2017, com o objetivo de não prejudicar o consumo no país, após uma reunião com integrantes de seu partido.

Abe decidiu adiar a medida para evitar que a mesma possa prejudicar o consumo, principal motor da terceira maior economia do mundo, em um momento marcado pela queda da demanda global, segundo relataram fontes ligadas ao chefe de governo e citadas pelos principais jornais e emissoras de televisão do país.

O primeiro-ministro do Japão expôs hoje esta iniciativa em reunião de parlamentares do Partido Liberal-Democrata (PLD) realizada em Tóquio, segundo a agência japonesa "Kyodo".

Apesar da saúde fiscal do Japão ser a pior do mundo desenvolvido, o governo se comprometeu a manter a disciplina neste terreno para conseguir um superávit primário em 2020, "independentemente" da decisão de Abe sobre o IVA.

Diante do enorme volume da dívida do país, que supera o dobro do valor de seu PIB, as organizações internacionais vêm pedindo há anos que Tóquio estabeleça aumentos nos impostos para melhorar sua saúde fiscal.

No entanto, a demanda interna se mantém em baixa desde que o país realizou o último aumento do IVA (de 5% para 8%) em abril de 2014.

Essa falta de vigor já tinha feito com que Abe adiasse o segundo aumento do IVA (de 8% para 10%) de outubro de 2015 para abril de 2017.

O primeiro-ministro explicará hoje em entrevista coletiva os motivos que o levaram a adiar novamente este aumento, para outubro de 2019, data na qual seu mandato atual já terá expirado.

Este aumento do IVA em duas vezes foi estipulado originalmente em 2012 pela legenda de Abe, o Novo Komeito (seu atual sócio de governo) e o então governante Partido Democrático (PD).

O pacto foi elaborado em troca de que o então primeiro-ministro Yoshihiko Noda, firmemente comprometido com a saúde das contas do país, renunciasse e convocasse eleições, que acabaram sendo vencidas pelo partido de Abe.

O próprio PD e outros grupos da oposição apresentaram ontem uma moção de censura na Câmara Baixa devido ao adiamento da elevação de impostos, mas a mesma foi amplamente derrotada graças aos votos do PLD e do Novo Komeito, que ostentam clara maioria no plenário.

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