Autor do tiroteio em universidade de Los Angeles tinha lista de vítimas

Los Angeles (EUA), 2 jun (EFE).- O autor do tiroteio ocorrido nesta quarta-feira na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) tinha uma lista com os nomes de três pessoas que pretendia assassinar, na qual constava o professor que matou na faculdade e uma mulher de Minnesota que foi encontrada morta.

A informação foi dada pelo chefe do departamento de polícia da cidade, Charlie Beck, em entrevista coletiva.

Mainak Sarkar, morador de Minnesota e ex-aluno da instituição, foi identificado como o responsável pela morte de William Klug, professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da UCLA, no tiroteio ocorrido ontem. Os disparos levaram ao fechamento do campus e inclusive à troca de lugar onde a seleção brasileira faria um treino como parte de sua preparação para a Copa América, já que a princípio estava marcado para um campo na universidade.

Sarkar se suicidou depois do assassinato, segundo as autoridades.

A polícia encontrou uma nota no local do crime que ajudou os investigadores a chegarem à residência do ex-estudante em Minnesota, onde foi encontrada uma lista de vítimas que Sarkar pretendia matar, segundo o relato de Beck.

"O nome do professor Klug estava na lista, da mesma forma que o de outro professor de UCLA", disse o agente.

Esse outro professor, cujo nome não foi revelado, não estava no campus no momento da tragédia.

Nessa lista também estava o nome de uma mulher com residência em uma cidade próxima a Minnesota. A vítima, ainda não identificada, foi encontrada morta hoje em sua casa com marcas de tiros.

Beck, que admitiu que Sarkar também é "o principal suspeito" deste último crime, comentou o assassinato teria acontecido "durante os últimos dois dias", mas não especificou o tipo de relação que existia entre os dois.

Segundo o chefe da polícia de Los Angeles, Sarkar, que se formou em 2013, dirigiu de Minnesota até Los Angeles com duas pistolas semi-automáticas e grande quantidade de munição, suficiente para ter causado "muito mais mortes".

Sarkar chegou ao campus da UCLA, entrou no escritório de Klug e abriu fogo contra seu ex-professor.

Acredita-se que as armas foram compradas de forma legal em Minnesota.

Segundo a polícia, Sarkar, de 38 anos, há meses publicava mensagens de raiva em redes sociais contra o professor, a quem acusava de ter lhe roubado um código de informática e de dá-lo a outra pessoa.

No dia 10 de março, Sarkar disse que o professor era "uma pessoa muito doente" e não confiável.

"William Klug, professor da UCLA, não é o tipo de pessoa que você imagina quando pensa em um professor. É uma pessoa muito doente. Aviso a cada novo estudante que venha à UCLA que permaneça longe deste sujeito", escreveu o ex-aluno, segundo o jornal "Los Angeles Times".

"Ele me fez ficar muito doente. Seu inimigo é meu inimigo. Mas seu amigo pode te causar muito mais prejuízo. Tenha cuidado em quem confia", acrescentou.

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