Morales critica Almagro e destaca declaração conciliatória sobre Venezuela

La Paz, 2 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, ressaltou nesta quinta-feira o fato de a Organização dos Estados Americanos ter aprovado uma declaração conciliadora sobre a situação da Venezuela e pediu ao secretário-geral do órgão, Luis Almagro, que decida se será um "funcionário do império" ou "obedecerá ao povo".

"Cumprimentamos o apoio dos membros da OEA em favor do diálogo e o respeito à soberania da Venezuela. Almagro deve decidir ser funcionário do Ministério das Colônias do Império ou obedecer à vontade dos povos", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

Há duas semanas, Morales disse que a OEA não pode ser um "Ministério de Colônias dos EUA" e criticou Almagro pela troca de acusações com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que é aliado político do líder boliviano.

Além disso, Maduro rotulou de "ameaça" a decisão de Almagro de invocar a Carta Democrática para a Venezuela e pediu ao ex-chanceler uruguaio que não seja um "instrumento de intervencionismo".

Os países da OEA aprovaram na quarta-feira, por consenso, uma declaração conciliadora sobre a Venezuela, que surgiu de um texto que a Argentina negociou com mais de 20 países na última semana como uma via alternativa à invocação da Carta Democrática.

Almagro não participou da sessão para deixar claro que essa iniciativa é distinta da Carta Democrática que ativou na terça-feira.

O texto aprovado se limita a oferecer à Venezuela "algum curso de ação que busque soluções a sua situação mediante um diálogo aberto e inclusive entre o governo, outras autoridades constitucionais e todos os atores políticos e sociais dessa nação para preservar a paz e segurança na Venezuela com pleno respeito de sua soberania".

O secretário-geral convoca uma sessão extraordinária entre os dias 10 e 20 de junho para que os países se pronunciem sobre se, como ele, consideram que na Venezuela há uma "alteração da ordem constitucional que afeta gravemente à ordem democrática" e, em consequência, votam prosseguir com o processo da carta.

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