Nova ofensiva contra rebeldes nas Filipinas deixa dois mortos e cinco feridos

Manila, 2 jun (EFE).- Dois soldados perderam a vida e cinco ficaram feridos em uma nova ofensiva do Exército filipino contra os rebeldes islamitas do "grupo Maute" no sul do país, onde já morreram 56 pessoas, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

O coronel Roseller Murillo, da Forças Armadas das Filipinas, afirmou que os soldados faleceram na quarta-feira pela explosão de uma mina enquanto revistavam as zona abandonadas pelos rebeldes, que que se retiraram e continuam sendo perseguidos pelos soldados.

Enquanto membros do Batalhão de Infantaria 65 avançavam na perseguição do inimigo (...), nossos soldados foram alcançados por uma explosão", explicou Roseller ao jornal local "Inquirer".

O fato aconteceu na cidade de Butig, na província de Lanao do Sul, uma zona que o Exército das Filipinas está limpando de explosivos após a fuga dos insurgentes do "grupo Maute", que abandonaram seu acampamento na segunda-feira após cinco dias de combates com soldados filipinos.

O comandante precisou que justo antes da explosão, que aconteceu às 17h local (6h, em Brasília), os artífices do Exército acabavam de retirar outra bomba.

"Estava escurecendo e os solados não viram (o explosivo)", explicou o porta-voz militar.

Durante os primeiros 5 dias de combate, as Forças Armadas das Filipinas contabilizaram a morte de 54 rebeldes, aos quais é preciso somar a morte dos dois soldados.

Por sua vez, organizações de ajuda humanitária da zona apontaram na segunda-feira que em Butig, um dos locais mais afetados, cerca de 1,2 mil pessoas foram obrigadas a se deslocar.

A milícia, que começou a operar na província de Lanao do Sul nos últimos meses, é liderada pelos irmãos Abdullah e Omar Maute, que supostamente estão relacionados com a organização terrorista islâmica Jemaah Islamiya, presente em vários países do Sudeste Asiático.

Em março, o Exército das Filipinas já enfrentou este grupo rebelde na mesma zona durante 10 dias nos quais houve 45 mortos, 42 deles rebeldes e 3 soldados.

O "grupo Maute" é um dos mais recentes em surgir na ilha sulina de Mindanao, uma zona que vive um conflito separatista islâmico há quatro décadas que deixou entre 100 mil e 150 mil vítimas mortais e paralisou o desenvolvimento de uma região rica em recursos naturais. EFE

hc/ff

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