Cuba critica "histérica" atitude de Almagro com relação à Venezuela

Havana, 3 jun (EFE).- Cuba criticou nesta sexta-feira a atitude "histérica" e "nada ética" do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, com relação à Venezuela, ao mesmo tempo que reafirmou seu "pleno respaldo" à gestão do presidente Nicolás Maduro.

Em uma nota oficial da Chancelaria cubana, publicada nesta sexta-feira nas manchetes dos jornais "Granma" e "Juventud Rebelde", destaca-se a "dura e vitoriosa batalha diplomática" que a Venezuela travou na sessão Extraordinária do Conselho Permanente da OEA, "contra o plano intervencionista do imperialismo e das oligarquias".

O texto elogia a posição do governo venezuelano, que durante a reunião do quarta-feira passada, "fez valer o princípio de não-intervenção nos assuntos internos dos Estados e o direito destes a escolher, sem ingerências externas, seu sistema político, econômico e social".

"Surpreende a maneira histérica e nada ética com a qual o secretário-geral da OEA tenta com veemência servir a obscuros interesses", indica o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da ilha.

Cuba insiste que Almagro tratou de aplicar à Venezuela a Carta Democrática da OEA, que "não foi invocada quando houve o golpe militar de 2002 contra o presidente Hugo Chávez Frias", nem durante 15 anos de tentativas golpistas na região, "exceto em um único caso em 2009 no qual os Estados Unidos e algumas forças de direita fizeram forte resistência".

Segundo o país caribenho, para conseguir seus propósitos, Almagro tornou público "um calunioso e intervencionista relatório", feito "sem mandato dos Estados-membros", "atribuindo-se prerrogativas que não tem", e ajudado pela "oposição golpista venezuelana e por outros personagens reacionários de duvidosa reputação".

Na nota oficial, Cuba elogia a posição dos Estados-Membros da OEA na sessão Extraordinária, "o tom dos debates, as fortes denúncias do papel indecente do secretário-geral e as firmes posições dos países irmãos do Alba-TCP".

Além disso, reconhece "os serenos argumentos dos quais elegeram o diálogo, o respeito entre nações e a paz como normas de sua diplomacia, e a mesurada, mas clara resistência caribenha ao convite traiçoeiro contra a Venezuela".

"O Ministério das Relações Exteriores considera que o ocorrido agora em Washington é uma nova evidência de que Nossa América mudou, embora a OEA siga sendo um instrumento irreformável de dominação dos Estados Unidos sobre os povos latino-americanos e caribenhos", continua o comunicado.

A Chancelaria da ilha também fez alusão às palavras do presidente cubano Raúl Castro, quando afirmou em dezembro de 2008 que não retornaria à organização.

"À Revolução bolivariana e chavista, solidária e generosa, ao Presidente Nicolás Maduro Mouros, à união cívico-militar e a seu bravo povo, reiteramos mais uma vez o pleno respaldo do povo e do governo Revolucionário cubanos e nossa inquebrantável fé no triunfo de sua justa causa", conclui a nota.

Na quarta-feira, os 34 países da OEA aprovaram por consenso uma declaração conciliadora sobre a Venezuela negociada em uma sessão de dez horas que terminou com o gesto insólito de negar a palavra ao chefe de gabinete do secretário-geral, Luis Almagro.

Almagro tentou aplicar a Carta Democrática à Venezuela, ação que poderia levar à suspensão do país no órgão, por considerar que há uma "alteração da ordem constitucional que afeta gravemente a ordem democrática". EFE

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