Iranianos vão às ruas celebrar 27º aniversário da morte de Ruhollah Khomeini

Teerã, 3 jun (EFE).- Dezenas de milhares de iranianos foram às ruas do país nesta sexta-feira para comemorar o 27º aniversário da morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, figura central da Revolução Islâmica, e que ainda hoje é venerada entre os defensores do regime instaurado no país em 1979 ou criticada por seus opositores.

Como a cada ano desde a morte do fundador do Irã contemporâneo, seus seguidores se reuniram em frente ao imponente mausoléu erguido em sua homenagem no sul de Teerã para uma série de cerimônias, fundamentalmente religiosas, e que seguem durante todo o dia.

Ainda na noite de ontem, o presidente do Irã, Hassan Rohani, se dirigiu aos milhares de cidadãos que estavam no mausoléu para louvar a figura de Ruhollah Khomeini e lembrar que foi ele que "se levantou contra os poderes arrogantes em um período de escuridão do Irã".

Nesse sentido, o presidente, um clérigo xiita de tendência moderada que assumiu o poder em 2013 com um programa de abertura do regime e aproximação do Ocidente, indicou que o trabalho de todos os iranianos é "evitar que os sionistas e os poderes arrogantes apresentem uma imagem falsa e distorcida da nação iraniana, da Revolução Islâmica e da República Islâmica".

"Khomeini se levantou contra dirigentes que nem respeitavam o Corão nem os princípios islâmicos e sua cultura. E se negavam a dar ouvidos à vontade e às demandas do povo", completou Rohani.

"A unidade e a integridade nacional do Irã de hoje se deve à influência do grande líder supremo. Hoje temos um país tranquilo e estável apesar de toda a instabilidade que há na região e no mundo islâmico", concluiu o presidente iraniano.

O aiatolá Ruhollah Khomeini liderou como figura espiritual a oposição à monarquia dos Pahlavi, à qual, como muitos iranianos, acusava de corrupção e submissão aos interesses estrangeiros, especialmente aos dos Estados Unidos.

Após mais de 15 anos de exílio, nos quais continuou liderando a oposição ao regime monárquico, retornou ao país no dia 1º de fevereiro de 1979, em meio a uma série de manifestações contra o rei e seu governo, que, por fim, deixou o poder dez dias depois.

Pouco depois, os iranianos aprovaram uma Constituição idealizada por Ruhollah Khomeini, que criava a República Islâmica, com um sistema de governo que mistura traços de uma democracia representativa com uma teocracia xiita.

Dessa forma, Ruhollah Khomeini se tornou no primeiro líder supremo do Irã, figura política e religiosa cuja palavra é sempre a última em qualquer questão pública no país.

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