Michelle Obama critica muros propostos por Trump e elogia diversidade dos EUA

Nova York, 3 jun (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, elogiou nesta sexta-feira a diversidade do país em meio à polêmica sobre os muros propostos pelo virtual candidato presidencial republicano, Donald Trump, durante uma cerimônia de graduação em uma universidade de Nova York.

"Aqui nos Estados Unidos não sucumbimos ao medo, não deixamos que nossas diferenças nos dividam, nem construímos muros para deixar as pessoas do lado de fora", disse a esposa do presidente Barack Obama durante a cerimônia no City College of New York (CCNY).

Em sua última cerimônia de graduação como primeira-dama, Michelle aproveitou para alertar sobre os líderes que "demonizam" os demais por serem diferentes, os que veem na diversidade uma "ameaça" e os que propõem a "raiva" e a "intolerância" como pilares.

"É o poder de nossas diferenças o que nos permite ser mais inteligentes e criativos porque sabemos que nossa grandeza vem de saber apreciar as forças dos demais", analisou Obama perante os quase quatro mil estudantes recém-graduados.

A primeira-dama destacou que no CCNY estão representadas mais de 150 nacionalidades em um campus onde diariamente se falam mais de 100 idiomas, o que transforma o lugar em um "paraíso" para que as pessoas "não tenham que esconder seu nome nem ocultar seu sotaque".

"O talento e o esforço, combinados com origens e experiências de vida tão diversas, sempre foram a fonte do singular engenho americano", afirmou Michelle, que acrescentou que os recém-graduados são a melhor prova de que o sonho americano perdura até hoje.

A construção do muro na fronteira com o México não foi a única referência a Trump durante a cerimônia, já que um estudante iemenita mencionou na abertura outra de suas propostas mais controversas em matéria de imigração.

"Não, aqui não precisamos de muros na fronteira nem o veto à entrada dos muçulmanos. Nós somos um bom exemplo do que o resto dos Estados Unidos pode chegar a ser", disse Orubba Almansouri.

O CCNY foi a primeira universidade pública a abrir as portas na cidade, em 1847, e hoje tem uma composição estudantil das mais diversas do país, com 40% de alunos cujo idioma nativo não é inglês e a metade procedente de famílias com poucos recursos.

"Cada um de vocês representa uma história de sucesso pessoal e continuam ajudando a expandir o legado desta universidade", disse a presidente do CCNY, Lisa Coico, antes de apresentar a primeira-dama na cerimônia que também contou com a participação do senador Charles Schumer.

Desde que chegou à Casa Branca, em 2009, Michelle Obama participou de 23 graduações em diferentes universidades do país, e a de hoje foi sua última antes das eleições presidenciais de novembro. EFE

elr/vnm

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