Violência em Aleppo deixa mais de 400 mortos e 2.500 feridos em 43 dias

Cairo, 3 jun (EFE).- Mais de 400 pessoas morreram e 2.500 ficaram feridas por conta da violência na cidade de Aleppo, no norte da Síria, de 22 de abril até esta sexta-feira, conforme apuração do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Ao longo de 43 dias, 436 civis, sendo 97 menores e 74 mulheres, morreram em bombardeios aéreos e lançamento de projéteis sobre bairros de Aleppo, assim como por disparos de franco-atiradores. Os bombardeios também provocaram graves danos materiais nas casas dos moradores, em prédios públicos e hospitais.

As vítimas civis vieram a óbito na troca de disparos entre as forças governamentais sírias e os grupos armados rebeldes, que fazem bombardeios aéreos e com foguetes nas regiões da cidade nas mãos do grupo rival.

Desde 2012, o regime sírio controla os bairros ocidentais de Aleppo e as facções rebeldes e islamitas dominam a parte oriental. Apesar das tréguas declaradas em Aleppo com a mediação internacional dos Estados Unidos e da Rússia, a violência aumentou nas últimas semanas nessa cidade, a segunda maior da Síria, e em toda a província.

Recentemente, milhares de civis fugiram e se encontram bloqueados na fronteira com a Turquia, segundo a organização Médicos sem Fronteiras (MSF).

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