Quase 200 emigrantes são presos tentando viajar ilegalmente do Egito à Itália

Cairo, 4 jun (EFE).- A Guarda Fronteiriça do Egito deteve neste sábado 188 pessoas de diferentes nacionalidades que tentavam sair do país e viajar ilegalmente para a Itália através do Mar Mediterrâneo, informou a agência oficial de notícias "Mena".

Um grupo de 169 pessoas foi detido na cidade de Roseta, no litoral mediterrâneo no norte do Egito, quando tentavam embarcar rumo à Europa.

A "Mena" detalhou que entre os emigrantes há 13 cidadãos egípcios, mas não revelou a nacionalidade dos demais.

Segundo a agência oficial, os detidos admitiram ter estipulado com traficantes o pagamento de US$ 2 mil cada um pela viagem em navio do Egito à Itália.

Por outra parte, a Guarda Fronteiriça deteve na região de Guelim, na cidade litorânea de Alexandria, outros 19 egípcios que tentavam emigrar ilegalmente.

Os emigrantes - quatro homens, quatro mulheres e 11 crianças - foram surpreendidos no litoral mediterrâneo quando esperavam um barco que lhes levaria à Itália, segundo a "Mena".

Pela rota do Egito à Itália viajam tanto os egípcios que querem ir à Europa na busca de trabalho e melhores condições de vida como outros emigrantes que chegam de países africanos, entre eles Sudão e Eritreia.

As autoridades egípcias reforçaram o controle do litoral nos últimos dois anos devido à crise dos refugiados sírios, que em 2013 e 2014 também empregaram esta via para chegar à União Europeia (UE) ou para escapar do Egito, onde não eram bem-vindos.

Em toda a costa mediterrânea do Egito, sobretudo nos arredores de Alexandria, assim como na região do delta do Nilo, que desemboca no mar, operam máfias que traficam os emigrantes.

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