Social-democratas vencem eleições locais em Bucareste, segundo pesquisas

Bucareste, 5 jun (EFE).- O Partido Social-Democrata da Romênia (PSD) foi o mais votado em Bucareste, a capital, e em Cluj, a segunda maior cidade do país, nas eleições locais realizadas neste domingo, segundo as pesquisas de boca de urna e à espera que sejam anunciados amanhã os resultados oficiais de todos os municípios.

A candidata do PSD, a jornalista Gabriela Firea, teria arrasado na capital com 42,1% dos votos, na frente da União Salve Bucareste (USB), com 29,8%, e do conservador Partido Nacional Liberal (PNL), com 13,3%.

Os social-democratas, do partido mais forte no parlamento nacional, recuperam assim a capital do país, que nos últimos quatro anos foi governada por um prefeito independente, segundo as pesquisas da empresa IRES.

"Bucareste tem pela primeira vez uma mulher como prefeita", assegurou o presidente do PSD, Liviu Dragnea.

A grande novidade na capital é a forte irrupção do USB, um partido antissistema formado há sete meses que, após este bom resultado, anunciou que participará das eleições gerais de setembro.

Em Cluj voltou a ganhar o social-democrata Emil Boc, com 69,1% dos votos.

As eleições estiveram marcadas pela baixa participação, cerca de 48% do censo eleitoral, que na capital foi inclusive inferior, com apenas 33%.

A expectativa é que os resultados oficiais sejam anunciados na segunda-feira de manhã.

Cerca de 18 milhões de romenos estavam convocados a eleger os prefeitos e vereadores de mais de 3.000 municípios.

Estas eleições foram interpretadas como um teste para o pleito de setembro e são as primeiras após a renúncia em novembro do ano passado do Executivo social-democrata, após revelar-se a falta de medidas de segurança em uma boate de Bucareste na qual morreram 60 pessoas em um incêndio.

Desde então, o país esteve governado por um Executivo de tecnocratas presidido pelo independente Dacian Ciolos, que se colocou como prioridade lutar contra grave corrupção política no país.

Desde a posse deste governo, quatro ministros renunciaram por diferentes casos de corrupção ou irregularidades de sua gestão.

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