Trump aumenta tom racista e ataca juízes hispânicos e muçulmanos

Washington, 5 jun (EFE).- O virtual candidato republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou neste domingo seu tom racista ao voltar a criticar a origem mexicana do juiz que investiga sua universidade e afirmar que é "absolutamente possível" que um magistrado muçulmano lhe trate de maneira injusta.

Longe de adquirir um tom mais moderado agora que é o candidato republicano inevitável para as eleições de novembro nos EUA, o magnata disse hoje que o juiz Gonzalo Curiel lhe tratou de "maneira hostil" ao investigar as acusações de fraude contra a Universidade Trump.

A Universidade Trump foi retratada em documentos judiciais da Corte do Distrito Sul da Califórnia como um negócio sem escrúpulos que pressionava estudantes pobres para que adquirissem cursos sobre negócios imobiliários e finanças com matrículas de quase US$ 35.000.

O juiz ordenou há uma semana a publicação do caso, aberto em 2010, e desde então Trump não poupou ataques e acusou Curiel de tomar a decisão de publicar os documentos por suas origens mexicanas e em reação à proposta do magnata de construir um muro entre México e Estados Unidos.

"Digo que (o juiz) está inclinado. Quero construir um muro. Quero construir um muro", insistiu hoje Trump.

Durante a entrevista, o magnata foi perguntado sobre se achava que um juiz muçulmano poderia tratar-lhe de maneira injusta por outra de suas conflituosas propostas: proibir a entrada aos Estados Unidos de todos os muçulmanos como medida de precaução perante o alarme do terrorismo jihadista.

"Seria possível, absolutamente", respondeu Trump, estendendo suas críticas aos juízes muçulmanos.

As ofensivas de Trump contra Curiel incomodaram importantes líderes republicanos, como o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan.

"O comentário sobre o juiz simplesmente estava fora de lugar, no meu julgamento. É um raciocínio que não está relacionado. Estou totalmente em desacordo com a ideia", disse Ryan esta semana em uma entrevista à emissora de televisão "WISN" em seu estado de Wisconsin.

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