AIEA suspeita que Coreia do Norte tenha voltado a ampliar programa nuclear

Viena, 6 jun (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou nesta segunda-feira a suspeita de que a Coreia do Norte tenha voltado a ampliar seu programa nuclear, sempre com possíveis fins militares.

Sem dar mais detalhes, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse em entrevista coletiva que a AIEA tem "indícios relacionados com o reator de 5 megawatts (em Yongbyon), a expansão das instalações de enriquecimento (de urânio) e atividades relacionadas com o reprocessamento (nuclear)".

Pouco depois, um porta-voz da AIEA informou que "é possível que esteja sendo reprocessado combustível usado" da usina de Yongbyon, situada 90 quilômetros ao norte de Pyongyang.

Os inspetores da AIEA, que chegaram ao país em 2007 como parte de um acordo multilateral negociado por seis países, foram expulsos em 2009 da Coreia do Norte.

Desde então, a agência nuclear da ONU fiscaliza as atividades nucleares do país comunista via imagens de satélite, por isso as análise não são completas.

"Podemos não estar seguros", reconheceu Amano enquanto considerou "profundamente deplorável" que a Coreia do Norte não cumpra as resoluções da AIEA e do Conselho de Segurança da ONU, que exigem uma cessação imediata de suas atividades nucleares militares.

Em seu último relatório sobre a Coreia do Norte, de agosto de 2015, a AIEA falava de descargas de vapor, saída de água de refrigeração e de obras em uma usina de enriquecimento de urânio em Yongbyon.

A essas atividades se acrescentaria o reprocessamento, método para separar o plutônio do urânio usado, material que Pyongyang já usou em suas primeiras duas bombas que detonou em 2006 e 2009.

A Coreia do Norte realizou quatro testes nucleares desde 2006, o mais recente em janeiro deste ano, quando o regime afirmou ter detonado uma bomba de hidrogênio, o que muitos especialistas põem em dúvida.

A AIEA deve elaborar um novo relatório sobre as atividades nucleares da Coreia do Norte até a Conferência Geral do organismo, em setembro.

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