Chile anuncia processo contra Bolívia pelas águas do Rio Silala

Santiago, 6 jun (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta segunda-feira que seu país entrará com um processo contra a Bolívia na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pela utilização das águas do Silala na fronteira dos países, por se tratar de um rio internacional, como é defendido pelo governo chileno.

"Estamos decididos a tomar a iniciativa" de pedir ao Tribunal Internacional "que se pronuncie sobre se é um rio internacional, como dizemos", disse a presidente chilena, durante entrevista para a "Rádio Zero", em referência à Bolívia, que sustenta que as águas do Silala fluem pelo Chile através de canais artificiais.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, anunciou em entrevista coletiva que seu país está apresentando hoje a solicitação de registro deste requerimento na CIJ, que é o processo formal para iniciar a ação judicial.

O Chile também deseja que a Bolívia seja obrigada a tomar medidas necessárias para evitar a contaminação das suas águas, além de informar qualquer tipo de ação que possa ter impacto sobre os recursos hídricos.

Os bolivianos sustentam que o Silala, na região andina de Potosí, são mananciais que fluem para o Chile por canais artificiais construídos em 1908, por isso várias vezes exigiram uma compensação financeira para o governo chileno.

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