Hillary e Sanders jogam últimas fichas nas primárias democratas da Califórnia

Los Angeles (EUA), 6 jun (EFE).- A apenas um dia das eleições primárias democratas na Califórnia, as campanhas dos dois pré-candidatos em disputa, a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, e o senador por Vermont, Bernie Sanders, jogam suas últimas fichas para mobilizar seus eleitores.

Apesar de Hillary já estar com as mãos na indicação, as primárias da Califórnia não só têm um valor numérico (é o estado que distribui mais delegados, com 548), mas para Sanders pode representar um último trunfo simbólico, com o qual possa estender a disputa até a Convenção Nacional Democrata de julho.

Hillary visitou hoje Lynwood, uma cidade de 70.000 pessoas ao sul de Los Angeles, para comparecer a um ato eleitoral que contou com notável presença de simpatizantes latinos.

Com óculos de sol e boné, apesar do dia nublado no sul da Califórnia, Manuel Hernández disse à Agência Efe que apoia Hillary porque "ela é a que mais vai lhe favorecer como latino".

"Eu sou pobre e todas essas coisas (...) e Donald Trump só tem ideias para a raça branca", argumentou.

Carregada com bolsas da compra, Graciela Mendoza não conteve seu entusiasmo ao ser questionada pela Efe sobre sua opinião sobre Hillary: "Queremos que ganhe, queremos que ganhe!".

Mendoza explicou que a pré-candidata democrata "dá muita ajuda aos mexicanos, sobretudo às mulheres", e acrescentou que Hillary "parece ser uma pessoa muito simples".

"Como seu marido (Bill Clinton) foi um bom presidente, vamos ver se ela também é", completou.

Sobre o virtual candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, Mendoza disse que é um "racista" e um "prepotente" que se acha "dono de todas as pessoas".

"(Os latinos) viemos lutar, trabalhar, não fazer o mal; viemos fazer o país crescer", concluiu.

Embora Sanders tenha dedicado seus esforços eleitorais nesta segunda-feira à região de San Francisco, no escritório de sua campanha no leste de Los Angeles, o pulmão latino da cidade, continuaram hoje as ligações telefônicas e a campanha porta a porta para convencer os moradores.

A voluntária Lupita Arreola declarou à Efe que apoia Sanders porque é "humilde" e "se identifica com as pessoas sem vistos e com os que não são milionários".

Lupita destacou ainda que é um candidato "muito honesto", já que ao contrário de Hillary se manteve firme em suas convicções durante anos, e comentou também que gosta de suas propostas para elevar o salário mínimo e a educação gratuita.

Sobre Trump opinou que é um "milionário racista e infeliz", mas quando perguntada se votaria em Hillary para frear o polêmico magnata, começou a rir: "Seria um dilema bem terrível...".

De Houston, o jovem estudante Éric Cárdenas, que agora poderia estar aproveitando suas férias, preferiu ir a Los Angeles para colaborar na campanha de Sanders.

Em declarações à Efe, ressaltou que seu candidato é diferente do resto porque não aceitou o dinheiro das corporações e porque ao longo de sua trajetória sempre defendeu propostas como a saúde para todos e os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

Filho de pais colombianos e porto-riquenhos, Cárdenas disse que "o fator decisivo" para as primárias da Califórnia será o voto dos jovens latinos, e acrescentou que, se Hillary conseguir a indicação, não terá seu voto direta e incondicionalmente contra Trump.

"Não sei que versão de Hillary Clinton eu encontraria se ela chegasse à Casa Branca", finalizou.

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