Merkel mantém liderança de ranking de mulheres mais poderosas da 'Forbes'

Nova York, 6 jun (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, foi escolhida mais uma vez como a mulher mais poderosa do mundo pela revista "Forbes", mas sua liderança é ameaçada por Hillary Clinton, pré-candidata à presidência dos Estados Unidos, que poderá subir para o topo do ranking em 2017 caso seja eleita.

A lista desde ano inclui 20 estreantes no lugar de nomes que tradicionalmente estiveram na relação nos últimos casos, casos da presidente suspensa do Brasil, Dilma Rousseff, e da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner.

Merkel lidera o ranking das 200 mulheres com mais poder do mundo há seis anos, e a "Forbes" destacou nesta segunda-feira, entre outros aspectos, sua decisão de abrir as fronteiras da Alemanha para mais de 1 milhão de imigrantes sírios e outros países árabes.

"Seu último ato foi o mais valente. Exercer seu poder com a estratégia política mais curiosa: o humanismo absoluto (...). Seu próximo encontro com as urnas é no segundo semestres de 2017, e as pesquisas mostram um eleitorado cansado", alertou a revista sobre as chances de reeleição de Merkel.

A "Forbes" acrescentou que a chanceler guiou a Alemanha em um período de recessão propondo pacotes de estímulo e subsídios às empresas. Agora, o país tem um superávit orçamentário de 12,1 bilhões de euros e a nota máxima das agências de classificação.

Hillary Clinton repete o segundo lugar neste ano, mas a revista já antecipa que ela liderará o ranking caso seja eleita nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.

"Ela segue liderando o longo processo de primárias, apesar das revelações do 'emailgate' e continua sendo a provável candidata democrata em sua imperturbável e tenaz corrida rumo à Casa Branca", indicou a "Forbes".

Completa o pódio Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, definida pela revista como a pessoa "mais influente" do mercado financeiro mundial.

O top-10 do ranking da "Forbes" é completado, na ordem, a filantropa Melinda Gates, a executiva-chefe da General Motors, Marry Barra, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, as executivas Sheryl Sandberg, do Facebook, Susan Wojcicki, do YouTube, Meg Whitman, da Hewlett-Packard, e Ana Patricia Botin, do grupo Santander.

A revista também justificou o fim nesta edição da categoria "celebridades", que tinha nomes como a atriz Angeline Jolie e da cantora Taylor Swift, após repensar o significado de "mulher poderosa". O debate foi resolvido a partir de uma declaração de Ameenah Gurib-Fakim, primeira mulher a presidir a Mauritânia.

"O poder é a capacidade de ser influente. Se influi a longo prazo deixando um legado, esse é o verdadeiro poder".

Por fim, a "Forbes" lembrou que no último ano seis mulheres chegaram ao principal cargo ou se mantiveram no poder em Taiwan, Mianmar, Nepal, Croácia, Mauritânia e Lituânia, reiterando o fato de Hillary também poder ser a primeira presidente dos EUA.

As 200 mulheres mais poderosas do planeta controlam uma receita de US$ 1 trilhão, de acordo com os cálculos da revista.

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