Presidente alemão renuncia a um segundo mandato e abre carreira sucessória

Berlim, 6 jun (EFE).- O presidente alemão, Joachim Gauck, de 76 anos, anunciou nesta segunda-feira que não concorrerá a um segundo mandato por sua idade e abriu a corrida sucessória para um posto de caráter representativo.

Gauck, antigo pastor protestante e dissidente da extinta República Democrática Alemã (RDA), conclui seu mandato de cinco anos em março e, com sua decisão, obriga os grandes partidos a buscarem um candidato à presidência meses antes das eleições gerais de outono de 2017.

"Sou consciente de que o período entre os 77 e os 82 anos de idade é diferente ao que me encontro agora. Não quero me precipitar e me ocupar de um novo período de cinco anos sem uma energia e vitalidade que posso garantir", manifestou Gauck em um comparecimento extraordinário no palácio presidencial de Bellevue.

Após assegurar que não foi uma decisão simples, emoldurou a eleição de um novo presidente na "normalidade democrática", também em momentos difíceis.

"Nosso país conta com cidadãos comprometidos e instituições que funcionam, por isso que a mudança de presidente nesta Alemanha não representa nenhuma razão para se preocupar", manifestou antes de agradecer a todas as pessoas que o encorajaram a concorrer a um segundo mandato.

Os principais partidos tinham apostado pela reeleição de Gauck e, segundo as últimas pesquisas, 70% dos alemães apoiavam o presidente.

Sem adscrição política, Gauck foi o candidato de consenso em 2012 depois que o então presidente, Christian Wulff, que tinha sido proposto pelas fileiras conservadoras de Angela Merkel menos de dois anos antes, renunciou por um escândalo de corrupção.

A Assembleia Federal, composta por todos os deputados do Bundestag (câmara Baixa) e um número igual de representantes dos estados federados, será a encarregada de escolher seu sucessor em uma sessão convocada para em 12 de fevereiro.

Entre os nomes que ventilados para sucedê-lo destaca-se o do presidente do Bundestag, Norbert Lammert, pertencente à União Democrata-Cristã (CDU) que é liderado por Merkel, e o do ministro das Relações Exteriores, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier. EFE

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(foto) (vídeo)

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