Filho de Reagan diz que não votará em Trump e que seu pai também não o faria

Washington, 6 jun (EFE).- Um dos filhos do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, Michael, disse nesta segunda-feira que não vai votar em Donald Trump, candidato presidencial do Partido Republicano, na primária do que acontece amanhã na Califórnia e que se seu pai estivesse vivo, "muito provavelmente" também não o faria.

"Não votarei em Trump amanhã na primária da Califórnia", afirmou o filho de Reagan em seu perfil no Twitter, para depois publicar outra mensagem na qual garantiu que, se seu pai estivesse vivo, 2016 seria a primeira vez em que ele "muito provavelmente não apoiaria o indicado do Partido Republicano" à presidência dos EUA.

Trump é, desde o princípio de maio, o único candidato ainda em campanha nas primárias do Partido Republicano e, além disso, já conseguiu o número de delegados necessários para ser o indicado do partido nas eleições presidenciais, por isso, com toda probabilidade, será escolhido na Convenção Nacional Republicana, que acontecerá em julho, em Cleveland, no estado de Ohio.

No entanto, ainda restam alguns estados para votar no processo de primárias, como é o caso da Califórnia, o estado mais populoso do país e que terá prévia nesta terça-feira, junto com Montana, Dakota do Sul, Novo México e Nova Jersey.

A rejeição do filho de Reagan a Trump é significativa porque, ao longo da campanha, o magnata tentou se comparar em várias ocasiões com o ex-presidente, uma figura admirada por muitos conservadores nos EUA, e que foi capaz de atrair para o Partido Republicano muitos eleitores tradicionais do Partido Democrata.

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