Líder da minoria democrata na Câmara Baixa dá apoio a Hillary

(Corrige dia da semana).

Washington, 7 jun (EFE).- A líder da minoria democrata na Câmara Baixa dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, anunciou nesta terça-feira seu apoio à candidatura presidencial de Hillary Clinton, coincidindo com as primárias de seu estado, Califórnia, e outros cinco.

"Voto na Califórnia, votei Hillary Clinton para presidente dos Estados Unidos e estou orgulhosa de apoiá-la para esse posto", disse Nancy em uma entrevista à emissora "ABC".

Ela esperou até o momento da realização das primárias na Califórnia, o estado mais populoso do país e o que representa no Congresso, para oficializar seu apoio à ex-secretária de Estado.

"Acho que ela entrará no Salão Oval como uma das pessoas mais bem preparadas para isso na história de nosso país, mas porque é a melhor, não porque é mulher", comentou Nancy.

Perguntada sobre o que opinaria se Hillary escolhesse outra representante do sexo feminino como candidata à vice-presidência, a legisladora sustentou que seria algo "fabuloso". Na semana passada, soube-se que o líder da minoria democrata no Senado, Harry Reid, estaria pressionando para que a senadora progressista Elizabeth Warren seja a companheira de chapa de Hillary.

Na véspera das primárias que se realizam hoje em Nova Jersey, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Montana, Novo México e Califórnia, Hillary alcançou o número de delegados necessários para se confirmar candidata do Partido Democrata nas eleições presidenciais de novembro, quando enfrentará o republicano Donald Trump nas urnas.

Após sua vitória de domingo em Porto Rico e com os novos apoios de "superdelegados" (cargos eleitos e orgânicos do partido que têm liberdade para apoiar quem quiserem) conquistados nos últimos dias, Hillary superou, segundo os cálculos do canal "NBC", os 2.383 delegados necessários.

Hillary Clinton já fez história ao se tornar a primeira mulher com chances de ser presidente dos Estados Unidos, à espera de ser proclamada oficialmente candidata na Convenção Democrata de julho na Filadélfia. No entanto, o seu rival à candidatura, o senador Bernie Sanders, não jogou a toalha e ontem à noite seu porta-voz lamentou em comunicado que a imprensa, "em uma sentença prematura, ignore a clara consigna do Comitê Nacional Democrata que mal começou a contar os votos dos superdelegados antes que votem na convenção".

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem vontade de entrar totalmente na campanha eleitoral, conforme declarou ontem a Casa Branca, em meio a especulações sobre se ele poderia anunciar seu apoio a Hillary ainda nesta semana.

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