México liberta mulher que foi torturada para confessar assassinato do marido

Culiacán (México), 7 jun (EFE).- Um tribunal do México libertou nesta terça-feira Yecenia Armenta Graciano, que, de acordo com a decisão judicial, confessou sob tortura ter assassinado seu marido e esteve presa durante quatro anos em Culiacán, no estado de Sinaloa.

O Quinto Juizado Penal em Culiacán emitiu a sentença absolutória em favor de Armenta argumentando que a Procuradoria Geral de Sinaloa incorreu em infrações ao devido processo.

Além disso, indicou que a prova principal, a confissão assinada de que Armenta assassinou seu marido, Alfredo Cuén Ojeda, foi produto de coação e danos físicos infligidos à acusada.

Armenta era cunhada de Héctor Melesio Cuén Ojeda, ex-prefeito de Culiacán e ex-candidato ao governo de Sinaloa.

Ao sair da prisão hoje, a mulher foi recebida por seu atual marido, Braulio Germán Leyva Gutiérrez, com quem se casou dentro do presídio em maio de 2013.

No último dia 4 de maio, Anistia Internacional (AI) instou as autoridades a libertar Yecenia Armenta imediatamente, ao assegurar que foi torturada durante 15 horas para que confessasse um crime que não cometeu.

A AI destacou que, após ser detida em julho de 2012 por policiais locais de Sinaloa, "foi violentada, asfixiada e pendurada pelos pés até que foi forçada a confessar o assassinato de seu marido".

"A única evidência direta apresentada contra ela foi a declaração obtida sob tortura", enfatizou a organização defensora dos direitos humanos.

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