Partido de centro-direita vence eleições em Santa Lúcia, no Caribe

San Juan, 6 jun (EFE).- O Partido dos Trabalhadores Unidos (UWP, sigla em inglês) de Santa Lúcia, no Caribe, que fazia oposição ao governo e tem o empresário e ex-ministro de Turismo Allen Chastanet à frente, venceu nesta segunda-feira as eleições na ilha, que agora terá um governo de centro-direita.

Segundo a apuração preliminar de votos oferecida pelo Departamento Eleitoral de Santa Lúcia, que foi mais rápida que o esperado, o UWP conquistou 11 das 17 cadeiras do parlamento, enquanto o governante Partido Laboral de Santa Lúcia (SLP, sigla em inglês), de esquerda e com o atual primeiro-ministro Kenny Anthony à frente, ficou com seis cadeiras.

Este pleito, o décimo na ilha caribenha desde sua independência da Grã-Bretanha em 1979, tinha sido convocado nove meses antes do limite estabelecido pela Constituição da ilha, devido à pressão do UWP.

A jornada eleitoral, que se prolongou por mais de 11 horas, esteve marcada pelas intensas chuvas que caíram hoje sobre a ilha e que causaram o temor de uma redução do fluxo de eleitores aos 430 centros de votação habilitados, mas, finalmente, cerca de 56% dos cidadãos aptos a votar compareceram às urnas, um índice próximo do último pleito.

Anthony buscava sua segunda vitória consecutiva, mas acabou sendo derrotado por Chastanet, que nestas eleições fez sua estreia como líder do partido opositor.

No pleito anterior, realizado em novembro de 2011, o SLP venceu o UWP pela mesma margem de cadeiras com a qual foi derrotado agora, 11 a 6.

Esta é a segunda vez em que Anthony perde o poder em Santa Lúcia sendo primeiro-ministro, já que venceu as eleições de 1997 e 2001 com o SLP e perdeu as seguintes.

Chastanet, economista, empresário e ex-ministro de Turismo, criticou durante a campanha que o governo de Santa Lúcia "girou em torno das políticas regressivas do SLP" desde 2011, enquanto "gastou mais do que arrecadava", elevando o endividamento a "níveis perigosos".

Além disso, o político de centro-direita acusa o governo atual de ter aumentado as medidas de austeridade, o que fez com que os cidadãos passassem a depender de "esmolas" do governo, "como uma estratégia óbvia para controlar os eleitores".

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