Irã nega visto a congressistas dos EUA que queriam vigiar acordo nuclear

Teerã, 8 jun (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, negou nesta quarta-feira o visto de entrada a três congressistas republicanos dos EUA que solicitaram ingressar no país do Oriente Médio para fiscalizar a aplicação do acordo nuclear entre Irã e as potências do Grupo 5+1.

Zarif rejeitou a solicitação aos legisladores republicanos Mike Pompeo, Lee Zeldin e Frank LoBiondo, três duros opositores ao acordo nuclear e que pretendiam comprovar se o Irã está cumprindo com compromissos nucleares.

Na carta escrita em inglês e em tom de sarcasmo, Zarif respondeu aos americanos que a República Islâmica considera sua proposta "um truque publicitário" e não uma ação "apropriada para pedir a um Estado soberano".

O ministro iraniano, que viveu durante muitos anos nos EUA onde se formou e cuja legislação conhece, acrescentou que o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, em inglês) não reconhece que ninguém sozinho possa acompanhar sua aplicação, que inclui "os EUA, e certamente nenhum cidadão ou oficial desse país".

Zarif observou que as visitas parlamentares em todo o mundo, tais como aquelas feitas para monitorar os processos eleitorais, acontecem através de convites e no âmbito de acordos bilaterais, algo inexistente entre Irã e EUA.

Nesse sentido, o ministro esclareceu que "os diplomatas iranianos que trabalham nas Nações Unidas ou viajam para Nova York para suas reuniões, ficam restringidos a transitar em um raio de aproximadamente 2km em Manhattan. Esse é o limite da hospitalidade da qual imaginamos em seu pedido de visto", acrescentou o ministro.

Não é a primeira vez que Zarif entra em uma luta dialética com legisladores americanos opostos ao acordo nuclear.

No ano passado, respondeu a 47 senadores que advertiram que, se o acordo nuclear não fosse aprovado, o sucessor do presidente Barack Obama poderia restabelecer sanções ao Irã.

Zarif deixou então claro que "o mundo não é os EUA" e que suas leis domésticas "não regem as relações internacionais".

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