Policiais marroquinos são condenados pela morte de preso em delegacia

Rabat, 9 jun (EFE).- Quatro gendarmes marroquinos foram condenados a penas de entre 5 e 10 anos de prisão na cidade de Taza, no nordeste do Marrocos, por torturar até a morte um preso, informaram nesta quinta-feira à Agência Efe fontes associativas na cidade.

Esta é a condenação mais alta registrada no país norte-africano por um caso de tortura.

A condenação foi pronunciada na terça-feira pelo Tribunal de Primeira Instância de Taza contra quatro gendarmes (Polícia Militar), enquanto absolveu outros sete agentes julgados no mesmo processo, informou hoje à Agência Efe Mohammed Chiabri, integrante da seção local da Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH).

Um dos quatro condenados deve cumprir uma pena de 10 anos de prisão por "falsificação de documentos oficiais" (supostamente para alterar as provas de tortura), enquanto os outros três gendarmes foram condenados a cinco anos cada um por homicídio.

Chiabri ressaltou que a autópsia praticada no corpo do morto, que era vendedor de "harcha" (torta de farinha) em um café, revelou a existência de cicatrizes de golpes em todo seu corpo e atribuiu a morte a uma hemorragia interna a partir do fígado.

Os fatos ocorreram em agosto quando as autoridades detiveram a vítima e a levaram à delegacia antes de interná-la em um hospital onde pouco tempo depois faleceu.

A prática de tortura é relativamente habitual no Marrocos de acordo com relatórios da AI, Human Rigths Watch e as organizações locais de defesa dos direitos humanos, enquanto o governo marroquino reconhece que é um fenômeno que existe de forma isolada e prometeu erradicá-lo.

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