Ex-namorada de Morales volta atrás e diz que filho do casal morreu em 2009

La Paz, 10 jun (EFE).- Gabriela Zapata, ex-namorada do presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou atrás de suas afirmações iniciais sobre o filho que teve com o político em 2007 e afirmou que a criança morreu dois anos após nascer.

A revelação foi feita nesta sexta-feira pelo jornal "Los Tiempos". As declarações teriam sido feitas por Gabriela durante uma audiência na Comissão de Promotores que investiga uma acusação do governo contra ela, por suposto tráfico humano, por tentar fazer passar por filho de Morales uma criança que não o é.

Gabriela disse que o filho que teve com o presidente boliviano nasceu em abril de 2007 e morreu dois anos depois, segundo um documento obtido pelo "Los Tiempos" que consta a transcrição da declaração feita por ela na prisão onde está detida em La Paz.

"Na realidade, a criança morreu no dia 2 de outubro de 2009, em La Paz", afirmou Gabriela, que revelou que não possui certidão de óbito do menino e que Morales sabia do fato.

"Inclusive assinamos um papel. Tivemos vários problemas com ele e esse papel dizia que eu tinha que manter esse assunto em segredo, e que ele tinha me dado uma soma de dinheiro", afirmou na declaração.

A polêmica sobre a criança começou em fevereiro, quando um jornalista revelou que Morales e Gabriela tiveram um caso em 2007. Da relação, nasceu uma criança legalmente reconhecida por ele.

O presidente admitiu que tinha tido um filho com Gabriela, mas afirmou que o menino morreu pouco depois de nascer. Ela, por sua vez, disse que a criança seguia viva, mas mudou a história na declaração dada aos promotores nesta semana.

O caso, além disso, gerou uma investigação paralela no Congresso sobre um suposto tráfico de influência a favor da empresa chinesa Camce, da qual a ex-namorada de Morales era gerente comercial e que obteve diversos contratos com o governo por meio de licitação.

O parlamento, de maioria governista, absolveu Morales. Já Gabriela está preventivamente presa desde o fim de fevereiro, acusada de enriquecimento ilícito e outros crimes de falsidade.

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