Aliança líbia rompe cerco em Sirte e toma porto de jihadistas

Sirte (Líbia), 11 jun (EFE).- Forças da aliança de tropas criada pelo governo de unidade da Líbia romperam o cerco jihadista e entraram neste sábado na cidade de Sirte, cujo porto conseguiram conquistar, segundo pôde comprovar a Agência Efe.

Nos combates, travados durante a madrugada na estrada que leva ao porto e às ruas do centro da cidade, pelo menos 11 soldados da aliança morreram e outros 30 ficaram feridos, confirmaram à Efe fontes médicas.

Desde 4 de maio, a aliança governista de milícias sob o comando do governo de unidade se preparava para atacar Sirte, que está em poder de forças ligadas ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) desde junho de 2015.

A última fase da ofensiva começou na tarde de ontem, com uma investida contra as instalações portuárias, que as tropas da aliança conseguiram conquistar no início da noite, mas os enfrentamentos persistiram durante toda a madrugada.

Dessa posição, situada a cerca de cinco quilômetros do centro urbano, unidades de infantaria obtiveram progressos durante a noite até conquistar duas importantes posições: a ilha de Abu Hadi, na entrada leste da cidade, e a de Al Zafran, no oeste.

Em seu avanço, as tropas terrestres, cuja maioria dos soldados procede da cidade vizinha de Misrata, contaram com o apoio de aviões e helicópteros de combate, que bombardearam várias posições dos jihadistas.

Na frente leste, e sem coordenação com o restante das forças, o exército regular líbio, ligado ao parlamento em Tobruk, que é dirigido pelo general Khalifa Hafter, ex-integrante da cúpula golpista que colocou o falecido ditador Muammar Kadafi no poder, antes de ser recrutado pela CIA e se transformar em opositor no exílio, também se preparava para investir contra a cidade.

Na terça-feira, fontes médicas do hospital da cidade de Misrata, que fica a oeste de Sirte, informaram à Efe que pelo menos 100 soldados da aliança morreram desde que esta força empreendeu sua ofensiva há um mês.

A Líbia é um estado falido, vítima do caos e da guerra civil, desde que a comunidade internacional apoiou a revolta rebelde em 2011 e contribuiu militarmente para a queda do regime de Kadafi.

O país tem, na atualidade, três governos: um em Trípoli, que a ONU considera rebelde; outro em Tobruk, que é reconhecido por vários países, e um terceiro, chamado de união nacional, que nenhum dos outros dois reconhece e que tem o respaldo da ONU e da União Europeia (UE).

Grupos jihadistas tiraram proveito do conflito, especialmente os ligados ao Estado Islâmico, e, em apenas um ano, avançaram de seu bastião em Derna, no oeste, rumo às cidades de Benghazi, a segunda em importância do país, e a própria Sirte.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos